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Vitaminas não prolongam a vida, sugere revisão da literatura médica

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Postado em 27/03/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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Vitaminas não prolongam a vida, sugere revisão da literatura médica



Uso indiscriminado pode até mesmo aumentar a mortalidade em algumas doenças. Revisão de mais de 60 estudos científicos sobre antioxidantes permitiu a conclusão.O mercado mundial de suplementos vitamínicos movimenta bilhões de doláres a cada ano. Mas será que os suplementos são eficientes em prolongar a vida de quem os utiliza?

O principal estímulo para a utilização das vitaminas industrializadas vem do fato de que a população, na média, não ingere a quantidade recomendada de frutas e verduras, fontes naturais de vitaminas e sais minerais. A revisão da eficácia dessas vitaminas foi feita por pesquisadores da Cochrane Collaboration, uma organização internacional que se dedica a revisar dados de pesquisa médica publicados no mundo todo.

Os cientistas estudaram 67 artigos científicos onde o uso de vitaminas foi comparado a um placebo (substância inócua). Os trabalhos selecionados englobaram grupos de adultos sadios ou portadores de doenças, porém nao foram estudadas pesquisas que envolvessem crianças ou mulheres grávidas. A principal conclusão do trabalho foi que os suplementos vitamínicos não aumentaram a longevidade daqueles que os usaram e que algumas vitaminas como a vitamina A, beta caroteno e Vitamina E, podem até aumentar a mortalidade.

A pesquisa detonou uma série de discussões entre os representantes da indústria de vitaminas e os pesquisadores da Cochrane Collaboration. De um lado, acusações de erros de metodologia na seleção dos artigos revisados; de outro, os pesquisadores respondem pedindo maior controle para a comercialização dos suplementos vitamínicos.

Evidências científicas apóiam o fato de que as deficiências vitamínicas aumentam o risco de certas doenças. Porém, por outro lado, a comprovação da prevenção desses problemas com o uso das mesmas vitaminas não se sustenta. O mais importante é que busquemos uma dieta equilibrada, com a quantidade adequada de frutas e vegetais, para, aí sim, prevenirmos as deficiências de vitaminas e sais minerais. E esse trabalho deve começar o mais cedo possível, desde a infância




FONTE: ABRAN

 
 
 
 
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