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Mal hálito

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Postado em 28/03/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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Mal hálito ou halitose



Quem tem faz questão de esconder com chicletes e bochechos, tamanho é o constrangimento. O problema não escolhe sexo ou profissão. E atinge muita gente. Pelo menos 40% da população brasileira tem halitose.

O mau hálito, como é mais conhecida a halitose, não é considerado doença, mas um sintoma de que algo não vai bem no organismo.

Embora pareça simples, a halitose tem mais de 50 causas, e muitas vezes há a combinação de diversos elementos. Pode ter origem fisiológica (quando se passa muito tempo sem comer) e patológica (como doenças na boca, no organismo como um todo ou em ambos).

A maioria das causas do mau hálito encontra-se na boca, em cerca de 90% dos casos. Muitas vezes, a halitose está relacionada à saburra lingual, que tem ligação com o fluxo salivar e a higiene da língua. A saburra lingual é uma massa, uma película sobre a língua formada de bactérias, restos de alimento, saliva e células de descamação da cavidade bucal. A explicação é que a saburra lingual leva à fermentação dos alimentos, liberando gases à base de enxofre, por exemplo, e ocasionando o mau cheiro. Geralmente, as pessoas limpam os dentes e a gengiva, mas esquecem de limpar a língua. Limpar a língua é tão importante quanto usar a escova e o fio dental. Uma língua limpa vai manter a boca mais livre de bactérias por mais tempo. A língua é como um carpete, junta muita sujeira.

Daí a importância de se acrescentar um item pouco conhecido ao kit de higiene bucal, o limpador de língua. O instrumento serve para alcançar a base da língua que a escova não consegue porque causa ânsia de vômito. Ao lado da má higiene, a saburra lingual acontece quando a produção salivar está insuficiente. A saliva age como um funcionário de limpeza natural na faxina bucal combatendo os germes. A limitação do fluxo salivar tanto está vinculada a causas orgânicas como a hábitos de alimentação, medicamentos e ingestão de álcool.

O baixo fluxo salivar tem relação com a alimentação incorreta, com o excesso de alimentos industrializados, mais moles, em que as pessoas não mastigam e não estimulam a glândula salivar. Há também uma importância grande da água. O ideal seria ingerir dois litros e meio (por dia).

Depois das causas bucais, que são as mais freqüentes, outras origens da halitose são as vias respiratórias superiores, como as sinusites, as rinites e também as doenças pulmonares. Há as causas metabólicas como o diabetes e as doenças do fígado, como a cirrose hepática. As questões hepáticas estão dentro das doenças do aparelho digestivo.

Mas a pessoa com diabetes somente terá halitose se estiver com a doença sem controle e tratamento. Se a pessoa começa a ter mau hálito mesmo com a doença aparentemente sob controle pode ser até um sinal de pré-coma diabético. As causas gástricas são as menos freqüentes no desenvolvimento da halitose. Somente podemos imputar os problemas gástricos à halitose se excluirmos as outras causas mais freqüentes:
bucais, vias respiratórias superiores, pulmonares, problemas metabólicos,
problemas otorrinolaringológico, etc.

Com relação ao estômago, a halitose pode ter origem na gastrite causada pela bactéria chamada Helicobacter pilory. Outras causas gástricas de halitose são o câncer no estômago e as diarréias com desidratação, porque há diminuição de saliva que induz a proliferação de bactérias na boca. O hálito com o odor desagradável ocorre porque são exalados gases odoríferos de vários tipos, como o gás sulfídrico que tem enxofre na composição.

Outras origens digestórias da halitose são as obliterações intestinais de qualquer causa, como a úlcera por exemplo, porque cria uma situação de estase (parada) que causa problemas bacterianos e produção de gases. Uma condição pouco freqüente, mas que deve ser investigada, é a constipação intestinal porque no intestino grosso já existem bactérias que produzem gases. Dependendo das condições de proliferação das bactérias, os gases odoríferos podem ser absorvidos e exalados pelo pulmão.

A explicação é que todo gás absorvido pelo organismo é diluído no sangue e eliminado pelo pulmão, pessoas com problemas de prisão de ventre intensa podem ter hálito fecal, assim como pacientes com deficiências renais sérias têm hálito urêmico (com cheiro de urina).

O tratamento da halitose é complexo e de muita eficácia. É feita uma anamnese profunda, investigando desde hábitos alimentares, higiene, funções pulmonar, hepática e hormonal, a medicamentos que a pessoa utiliz. O uso contínuo de diversos medicamentos diminui o fluxo salivar como efeito colateral e alguns ainda possuem odores que causam mau hálito, que também está terminando a especialização em Periodontia.

No consultório, a pessoa é orientada a fazer auto-exame da língua e o próprio dentista verifica a higiene bucal do paciente, examinando dentes, gengiva e língua. É feita uma análise detalhada do fluxo salivar, vários exames de saliva, sendo estabelecido um plano de tratamento após o diagnóstico. Atualmente, há aparelhos como o halímetro que medem os compostos de enxofre presentes no ar bucal, os principais responsáveis pela alteração do hálito. Se a pessoa chega com alguma doença periodontal (como a gengivite) deve primeiro ser tratada, porque é uma das 50 causas de halitos. Um dos maiores causadores dos problemas gengivais é a placa bacteriana, uma película formada por bactérias que habitam a boca. Os primeiros sinais de doenças periodontais são gengivas muito avermelhadas e sangramento em algum ponto após a escovação ou uso do fio dental, caracterizando a gengivite. Nesse estágio inicial, uma boa higienização pelo paciente lançando mão da dupla fio dental e escova pode resolver.

Mas se houver uma pausa na higienização, as bactérias avançam e a doença progride. Quando a placa bacteriana não é retirada, pode ocorrer a calcificação com formação do tártaro, que só o dentista tem condições de retirá-lo. Sem o devido tratamento, a doença pode evoluir para a periodontite, quando as bactérias chegam ao alicerce do dente, destruindo a estrutura óssea e formando um tecido inflamado ao redor, a bolsa periodontal.

A gengiva começa a descer e expõe a raiz do dente. A bolsa periodontal gera compostos sulfurados voláteis, bactérias que liberam gases. Por isso, a importância de se examinar bem as gengiva.

Já as cáries somente causam mau hálito se estiverem em processo bem avançado. O mais comum é a pessoa ter tártaro de forma subgengival. A maioria das pessoas faz a limpeza, só que a parte visível é a menor, a maioria está dentro da gengiva. Deve ser feita uma sondagem periodontal e remover bem o tártaro. O ideal é procurar um periodontista. Se a produção salivar é inadequada, a saburra acumula-se com mais facilidade na língua. E, mais uma vez, o estresse entra como um fator limitante da saúde, contribuindo para a deficiência de produção salivar.

Quando você está estressado, ansioso, há liberação de adrenalina, que é antagônica da glândula salivar, reduzindo a produção de saliva, gerando saburra e mau hálito. A dica para manter o hálito fresco, portanto, é diminuir o estresse - já que fica difícil eliminá-lo na correria do cotidiano - visitar o dentista regularmente, apostar na boa higienização da boca e na alimentação equilibrada. O importante é que halitose tem cura, desde que as causas sejam investigadas minuciosamente e que o paciente tenha consciência de sua participação na manutenção do resultado.

Acordar com mau hálito de manhã é o que se chama de halitose fisiológica. A situação é natural, temporária e acontece mesmo durante o dia quando se passa mais de três horas sem comer.

Ao se passar muito tempo sem comer, o organismo precisa de uma fonte de energia e a principal é a glicose. Com três a quatro horas sem comer, não há mais glicose e o organismo procura outra fonte de energia que são as gorduras, começando a queimá-la. Como resultado, há liberação de gases odoríferos e mau hálito. O problema pode se prolongar durante o dia com pessoas que fazem dieta descontrolada.

O cigarro é mais um componente prejudicial ao hálito. No geral, tem cerca de quatro mil toxinas, sendo mais da metade derivada de enxofre. O fumo causa aquecimento da mucosa, provocando a descamação da boca, com a formação de saburra lingual em conseqüência.

O álcool é outro vilão que provoca ainda mais ressecamento bucal e interfere no hálito. E mais. Ao contrário do que se pensa, os bochechos anti-sépticos também não são indicados porque grande parte dos produtos tem álcool na composição. O consumidor deve ficar de olho no rótulo.

Muitas pessoas tentam mascarar o mau hálito com bochecho e, na verdade, podem estar prejudicando. Depois que bochecha, começa a descamar e formar saburra. Do lado dos alimentos, as pessoas com tendência a ter halitose devem diminuir a ingestão daqueles de odor forte. Alguns são derivados do enxofre, que depois de metabolizados pelo organismo liberam o cheiro. O alho e a cebola são exemplos, porque contêm substâncias voláteis de odor muito intenso que entram na corrente sangüínea, vão para o pulmão e são exaladas pela boca e nariz. As frituras também, os frios, o café em excesso, assim como o atum e a sardinha causam mau hálito. Algumas pessoas têm intolerância à lactose e não sabem. Em geral, não é que não se possa tomar leite, o problema é o exagero. Os excessos é que provocam mau hálito.

Os odores mais comuns observados na clinica médica são:hálito com odor de peixe estragado relacionado com patologias do fígado, hálito com odore de acetona ,comum nos diabéticos e hálito com odore cítrico comuns nos nefropatas.




FONTE: ABRAN
 
 
 
 
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