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Vitamina diminui risco de ter filhos com síndrome de Down

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Postado em 28/03/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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Vitamina diminui risco de ter filhos com síndrome de Down



Mulheres que pretendem engravidar têm um aliado para evitar que seus futuros bebês nasçam com síndrome de Down: o ácido fólico. Encontrada em alimentos como espinafre, agrião, brócolis, fígado e também na forma de suplementos, essa vitamina já é indicada para diminuir o risco de anencefalia (ausência de cérebro) e de outras malformações do feto. Agora, o ácido fólico desponta também como possibilidade de prevenção de uma doença genética que afeta uma em cada 700 crianças nascidas no Brasil. “O ácido fólico tem que fazer parte da vida reprodutiva de toda mulher”, enfatiza a pediatra e geneticista Ana Beatriz Perez, coordenadora de um estudo do Centro de Genética Médica da Unifesp, que investigou a relação entre aumento dos níveis de um aminoácido chamado homocisteína, genes envolvidos no metabolismo desse aminoácido e a propensão de gerar bebês com síndrome de Down.

Entenda a Síndrome de Down



O que é

Doença genética causada pela presença de uma cópia a mais do cromossomo 21 nas células. Os cromossomos armazenam os genes, que são responsáveis pela cor dos olhos, altura, sexo e também pelo funcionamento dos órgãos. Com exceção do óvulo e do espermatozóide, cada célula do corpo humano possui 46 cromossomos, ou seja, 23 pares. As células do portador da síndrome de Down têm 47 cromossomos, o que significa três cópias do cromossomo 21 em vez de duas, defeito conhecido na linguagem médica como trissomia do par 21.

Características

Síndrome de Down se caracteriza por atraso no desenvolvimento motor e mental, baixa estatura, cardiopatia e traços físicos similares aos da população da Mongólia.

Prevenção

Quanto mais avançada a idade da gestante, maiores são as chances de gerar um bebê com a doença: de 0,1%, até os 34 anos, o risco sobe para 3,5%, a partir dos 45. O risco é ainda maior no caso de mulheres que já tiveram um filho com a síndrome. Não existe cura, mas estimular o portador desde os primeiros dias de vida ajuda a melhorar seu desenvolvimento.

A pesquisadora e sua equipe analisaram 154 mães de crianças com a doença, atendidas no Centro de Genética Médica e na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), de São Paulo, e outras 160 mulheres, cujos filhos não eram portadores da síndrome. Coletaram o sangue, mediram os níveis de homocisteína e procuraram indícios de mutação genética que estivesse associada ao aumento desse aminoácido.O trabalho mostrou que as mães de crianças com a síndrome de Down tinham uma alteração sutil nas cópias do gene MTHFR e quantidade elevada de homocisteína. Essa mutação no gene leva à produção de uma forma alterada da enzima MTHFR, que atua na transformação da homocisteína no aminoácido metionina. A reação é importante para o organismo porque a segunda substância está possivelmente envolvida no processo de divisão celular. Com a forma defeituosa da enzima, o processo todo fica prejudicado. O acúmulo de homocisteína e, conseqüentemente, baixa quantidade de metionina, tende a afetar a divisão das células. É nessa ocasião que surgem os defeitos genéticos, como a síndrome de Down – na qual os portadores têm 47 cromossomos em cada célula, em vez de 46.

Alimentos funcionais

O ácido fólico ajuda a “corrigir” a enzima deficiente e a equilibrar os níveis de homocisteína. Mulheres que apresentam essa substância em quantidades elevadas têm uma probabilidade 2,5 vezes maior de terem um filho com síndrome de Down, segundo indicam estudos internacionais. Embora essas pesquisas apontassem a relação entre a alteração genética e a homocisteína, o trabalho do Centro de Genética Médica possui o mérito de ser o primeiro realizado com a população brasileira, afirma Ana Beatriz Perez. “Há particularidades genéticas no Brasil devido à intensa miscigenação racial”, complementa a pesquisadora.O uso de ácido fólico é indicado dois meses antes de engravidar e nos três primeiros meses de gestação. A solução encontrada por alguns países, como os Estados Unidos, para garantir o consumo foi incluir ácido fólico nos cereais matinais. “No Brasil, já se pensou em colocar o suplemento na farinha de trigo, pois a brasileira come diariamente o pãozinho. É como acontece com o iodo, que é adicionado ao sal para evitar o bócio”, declarou Antonio Fernandes Moron, chefe do Setor de Medicina Fetal, à revista Saúde Paulista na edição nº 2, abril/junho de 2001.

Cardápio

Os alimentos recomendados são ricos em ácido fólico:

Aspargos: Em sopa ou salada

Feijão: Para um trivial caprichado

Cebola: Sempre no tempero

Espinafre: Cozido ou em creme



FONTE: ABRAN

 
 
 
 
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