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As mulheres podem ser vítimas de diversas doenças

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Postado em 30/03/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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As mulheres podem ser vítimas de diversas doenças



As notícias mais recentes sobre a saúde da mulher, procedentes dos grandes centros de pesquisas mundiais, de laboratórios farmacêuticos e de médicos bem informados

As mulheres podem ser vítimas de diversas doenças exclusivas e de quase todas as que acometem os homens. O sistema reprodutor feminino é complicado e costuma gerar de pequenas a grandes encrencas, da adolescência à menopausa. Mesmo assim, as mulheres vivem mais do que os homens. Talvez porque se cuidem mais. Para que façam isso ainda com mais eficácia, este pequeno guia relaciona as últimas novidades que a medicina produziu no que diz respeito à saúde da mulher.


ARTRITE REUMATÓIDE

• De cada quatro portadores de artrite reumatóide, três são mulheres com idade entre 40 e 50 anos. A inflamação das articulações debilita os movimentos e, em casos mais graves, pode deformar mãos e juntas. Um novo medicamento, recém-lançado nos Estados Unidos, tem como princípio ativo o abatacept, um agente biológico que atua sobre as células do sistema imunológico que provocam a inflamação, diminuindo o inchaço e a dor.

CORAÇÃO

• Sabe-se que a acumulação de gordura na barriga é responsável por mudanças metabólicas associadas às doenças cardíacas. Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia puseram 164 mulheres para malhar em grupos com cargas horárias diferentes e chegaram à boa conclusão de que bastam duas sessões por semana de ginástica para obter resultados positivos.

DEPRESSÃO

• O FDA, agência americana que regulamenta alimentos e remédios, aprovou em fevereiro a comercialização do primeiro adesivo contra depressão. A droga será vendida sob o nome de Emsam, pelo laboratório Bristol-Myers Squibb. O FDA determinou que ela seja classificada como "tarja preta".

DEPRESSÃO PÓS-PARTO

• Entre 10% e 20% das mulheres que têm filhos sofrem de depressão pós-parto, uma doença que pode ser tratada. Só recentemente, porém, descobriu-se que os sintomas podem ser percebidos ainda durante a gravidez. O mal pode ser vencido com terapia. "Em geral, são necessárias três sessões por semana", diz Geraldo Nestadt, do Hospital Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Em casos mais graves, são receitados antidepressivos.

ENVELHECIMENTO

• Pesquisadores suíços, da Universidade de Fribourg, acreditam ter descoberto uma chave para prolongar a longevidade. Ao desativarem a ação de uma proteína chamada TOR no verme Caenorhabditis elegans (C. elegans), tradicionalmente usado como modelo em pesquisas genéticas, eles aumentaram a vida do bichinho. A TOR também existe no organismo humano. Imagina-se, portanto, que seu "desligamento" possa prolongar a vida das pessoas. Essas pesquisas, porém, vão levar pelo menos mais alguns anos.

GRAVIDEZ

• Após uma série de estudos, a OMS concluiu que a ingestão de suplementos de cálcio ajuda a ter uma gravidez mais tranqüila. Além de diminuir os efeitos da pré-eclampsia – complicação caracterizada por alta da pressão sanguínea e perda de proteína pela urina –, ajuda a evitar outras doenças associadas à gravidez.

HORMÔNIOS

• Para dar fim às ondas de calor e perda de libido mesmo na pós-menopausa, um gel de testosterona está sendo testado nos Estados Unidos. Basta passá-lo na parte interna das coxas e dos braços para que a pele o absorva e faça com que chegue aos capilares da derme, seguindo para a corrente sanguínea. "O grande problema é saber a dose correta. Um erro pode fazer crescer bigode nas mulheres", brinca o médico César Eduardo Fernandes, presidente do conselho científico da Sociedade Brasileira do Climatério.

ENXAQUECA

• Os chineses sabiam disso há milênios, mas foi preciso um grupo de cientistas alemães testar, segundo critérios ocidentais, a acupuntura tradicional para todo mundo acreditar que ela é um método eficaz para tratar as enxaquecas. No estudo, publicado em fevereiro, na revista Lancet Neurology, foram tratados 900 pacientes, divididos em três grupos. Entre os que foram submetidos à acupuntura tradicional chinesa, 47% tiveram o tempo em que sofriam de enxaqueca reduzido pela metade.

HPV

• Ainda neste ano, começam a ser distribuídas as primeiras vacinas mundiais contra o vírus HPV, o papiloma humano. O HPV provoca câncer de cólo de útero, a quarta maior causa de morte por tumores no Brasil, e também está associado a lesões cervicais benignas e verrugas genitais. As duas vacinas foram desenvolvidas a partir da criação em laboratório de uma partícula semelhante ao HPV, mas sem seu DNA virulento. Elas se destinam a mulheres ainda não infectadas. A aplicação é intramuscular, feita em três doses, com 180 dias de intervalo entre a primeira e última. A eficácia é de 100%.

FUMO

• Está em fase final de estudos o primeiro remédio que age simulando os efeitos da nicotina no cérebro. Segundo seu fabricante, a Pfizer, o varenicline (nome comercial: Champix) faz com que o fumante largue o vício de maneira progressiva, ao reduzir os sintomas da abstinência. "Entre uma semana e dez dias após o início do programa, pede-se ao fumante que largue o cigarro", explica Jaqueline Issa, coordenadora do Ambulatório de Tabagismo do Incor. Estudos indicaram eficácia de 50%.

MENOPAUSA

• Desde que a segurança da reposição hormonal foi posta em dúvida por um estudo divulgado em 2002, os cientistas procuram novos meios de amenizar os efeitos da menopausa, sem criar malefícios colaterais. Uma das linhas de pesquisa busca criar um dispositivo intra-uterino (DIU) revestido com progestogênios, hormônios usados em terapias para mulheres na pós-menopausa que ainda têm útero. A idéia é colocar o progestogênio no endométrio, diretamente onde ele deve ficar, sem os problemas da terapêutica combinada.

MAMA

• Um novo exame promete amenizar os incômodos do diagnóstico do câncer de mama. O aparelho de ressonância magnética Espree permite que os dois seios sejam examinados simultaneamente, de maneira menos invasiva. "A paciente é colocada em uma cama, deitada de bruços, na qual há dois buracos para que os seios se encaixem e fiquem pendentes. Em quinze minutos, o exame é concluído", explica o médico Jacob Szejnfeld, professor de radiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

OSTEOPOROSE

• A doença atinge 75 milhões de mulheres em pós-menopausa em todo o planeta. Criado pela Merck Sharp & Dhome, o novo medicamento fosamax D combina o alendronato sódico, o tratamento contra osteoporose mais adotado no mundo, e a vitamina D. Essa promoveu um aumento da massa óssea e da resistência dos pacientes e proporcionou um menor número de fraturas.

REJUVENESCIMENTO

• Um novo aparelho capaz de rejuvenescer a pele facial chegará ao Brasil ainda neste ano. Segundo a dermatologista Mônica Azulay, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Skin Rejuvenation Plasma (SRP, na sigla em inglês) é um sistema que transfere a energia do plasma por nitrogênio sem contato direto com a pele. "O aparelho é uma espécie de pistola que, mantida a uma pequena distância do rosto, faz a aplicação de nitrogênio, que atua nas camadas externas da pele, estimulando seu rejuvenescimento", explica Mônica. Com uma única sessão já é possível obter um bom resultado, ela garante.

TERCEIRA IDADE

• De acordo com o Instituto do Envelhecimento dos Estados Unidos (NIA, na sigla em inglês), fazer esporte – de andar de bicicleta a malhar – diminui o risco de os idosos sofrerem de demência. Publicado em fevereiro na revista Annals of Internal Medicine, o trabalho indicou redução em até 32% dos casos de perda cognitiva entre os que praticavam exercícios até três vezes por semana.

DISTÚRBIO BIPOLAR

• O tipo II do transtorno bipolar cresce entre as mulheres. Caracteriza-se por episódios de "mania" – nos quais se observam exaltação do humor, euforia e hiperatividade. Ainda neste ano, deve ser aprovado o uso do medicamento aripiprazol em terapia contínua, e não apenas em momentos de crise.




FONTES: César Eduardo Fernandes, presidente do conselho científico da Sociedade Brasileira do Climatério; Gilberto Amorim, da Clínica de Oncologistas Associados do Rio de Janeiro; Hermes T. Xavier, professor titular de cardiologia da Faculdade de Ciências Médicas de Santos; Jaqueline Issa, coordenadora do ambulatório de tabagismo do Instituto do Coração (Incor); Jacob Szejnfeld, professor livre-docente em radiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Jane Corona, nutróloga; Luciana Mourão Fanti, gerente-médica do Laboratório Bristol-Myers Squibb; Luis Bahamondes, do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM); Luisa Lina Villa, chefe do grupo de virologia do Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer; Luiz Jacintho, da Universidade de São Paulo (USP); Marise Lazaretti, da Escola Paulista de Medicina; revistas Annals of Internal Medicine; Lancet Neurology; American Journal of Obstetrics and Ginecology; The Breast Journal; Journal of Clinical Oncology, New England Journal of Medicine; Science; Nature; e New Scientist)
 
 
 
 
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