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CA 15-3

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Postado em 31/03/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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Antígeno Carbohidrato 15-3 - CA 15-3



Níveis de Antígeno Carbohidrato 15-3 (CA 15-3) elevados podem ser achados em mulheres que têm câncer de mama como também em pacientes que têm outros tipos de câncer ou doença benigna de mama ou fígado. Porque o CA 15-3 raramente está elevado em mulheres no início do câncer de mama, ele tem pouco uso como ferramenta de busca ou diagnóstico. Esse marcador pode ajudar os médicos a determinar a extensão da doença e a resposta do paciente ao tratamento.

É o MT por excelência do câncer de mama, é o mais sensível e específico sendo superior ao CEA (Antígeno Carcinoembrionário).

O valor de referência é de 30 U/ml.
A sensibilidade varia de acordo com a massa tumoral e estadiamento clínico, sendo de 88% a 96% na doença disseminada (10).

Na fase inicial, apenas 23% dos casos apresentam aumento (8). A grande utilização do CA 15-3 é para o diagnóstico precoce de recidiva, precedendo os sinais clínicos em até 13 meses (9). Recomenda-se a realização de dosagens seriadas de CA 15-3:

• pré-tratamento;

• 2 a 4 semanas após tratamento cirúrgico e/ou início da quimioterapia;

• repetição a cada 3 a 6 meses (11).

A elevação >25% a partir do nível sérico pós-tratamento, indica em 84% dos casos progressão da doença, enquanto a diminuição de pelo menos 50% é observada em 76% dos casos com regressão tumoral comprovada. Variações inferiores a 25% estão presentes na estabilização da doença (8). Em relação ao prognóstico, pacientes com valores pré-operatórios >40 U/ml têm uma probabilidade de 77% de recidiva em 5 anos (12). Apenas 1,3% da população sadia tem CA 15-3 elevado (5). Não há alteração significativa na gravidez ou durante o ciclo menstrual (4). Valores alterados podem ocorrer no câncer de pâncreas, pulmão, fígado, ovário e colo uterino ou, mais raramente, em doenças benignas de mama e hepatopatias.

É uma glicoproteína de 400 kd. Sua atividade antigênica foi detectada em células mamárias lactantes, no epitélio pulmonar, em carcinoma de mama, ovário, pâncreas, estômago e fígado e em situações benignas como doenças inflamatórias e tumores benignos de mama. O limite máximo normal de CA 15-3 sérico é 25 U/ml e sua vida-média é inferior a duas semanas. Elevações superiores a 40 U/ml foram observadas em todo tipo de câncer epitelial, especialmente de mama (73%), ovário (46%), pulmão (26%) e fígado (30%).

Elevações também significativas foram observadas em pacientes com hepatite crônica (43%), cirrose hepática (13%), sarcoidose (17%), tuberculose (10%) e lupus eritematoso sistêmico (7%). O CA 15-3 é mais sensível que o CEA para câncer de mama em qualquer estágio. Devido a sua falta de especificidade e baixa sensibilidade na doença precoce, o CA 15-3 não tem valor diagnóstico. Contudo, este marcador pode ter valor prognóstico. A maior taxa de positividade é encontrada no câncer de mama metastático nos ossos (74% a 79%) e fígado (58% a 83%), seguindo-se metástases em tecidos moles.

Determinações seriadas predizem recidiva antes de sua manifestação clínica em 45% das pacientes, enquanto elevações do marcador sem evidência clínica de doença são indicativas de menor sobrevida. Como outros marcadores, o CA 15-3 decresce em pacientes respondendo ao tratamento para carcinoma de mama.





 
 
 
 
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