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Alfa-Feto Proteína

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Postado em 31/03/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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Alfa-Feto Proteína - AFP



Alfa-Feto Proteína (AFP) é normalmente produzida pelo feto em desenvolvimento. A produção da AFP cai para um nível baixo depois do nascimento e permanece baixa em crianças e adultos saudáveis. Um nível elevado de AFP sugere fortemente a presença ou de um câncer primário de fígado (carcinoma hepatocelular) ou câncer de célula germe de ovário ou testículo (câncer que começa nas células que dão crescimento aos óvulos e aos espermas).

Apenas raramente pacientes com outros tipos de câncer apresentam níveis elevados de AFP. Todavia, níveis podem estar acima do normal em pessoas que apresentam condição benigna do fígado como cirrose ou hepatite.

AFP é uma proteína oncofetal inicialmente identificada por Abelev e cols., em 1963, em ratos com hepatoma transplantados. Ela foi posteriormente identificada no soro de pacientes portadores de carcinoma hepatocelular. Trata-se de uma glicoproteína com peso molecular de 70 kd e 4% de carboidrato. É a principal proteína fetal, atingindo o pico de 2 a 3 mg/l na 14ª semana de gestação e declinando para 5 a 100 microgramas/l à época do nascimento. Estes níveis caem rapidamente para o nível normal do adulto (< 25 microgramas/l entre o 6º e o 10º mês de vida). A meia-vida sérica da AFP é de 3,4 a 6 dias e pode ser utilizada para predição do tempo de normalização após ressecção completa de tumores que secretam AFP.

Níveis séricos elevados de AFP são observados em pacientes com doenças hepáticas, particularmente carcinoma hepatocelular, e em neoplasias malignas derivadas do saco embrionário. Elevações discretas a moderadas (< 200 microgramas/l) são vistas em 10 a 35% dos pacientes com doenças hepáticas não malignas como cirrose e hepatite. Níveis séricos superiores a 500 microgramas/l são virtualmente diagnóstico de tumor, embora algumas poucas exceções tenham sido relatadas em necrose hepática sub-aguda. Após ressecção curativa para carcinoma hepatocelular os níveis séricos de AFP retornam ao normal; elevações persistentes geralmente representam doença residual. Níveis elevados (> 10 microgramas/l) ao diagnóstico, juntamente com bilirrubina sérica > 2 mg/dl estão associados a sobrevida curta.

AFP é um dos poucos marcadores tumorais que têm sido utilizados com sucesso para triagem de paciente de alto risco para câncer. Estudos japoneses mostraram uma sobrevida em 3 anos igual a 57% para portadores de câncer hepatocelular ressecável diagnosticado por triagem com AFP comparada a sobrevida de 5% para pacientes que se apresentaram com sintomas.





 
 
 
 
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