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Fatores de Risco para a Síndrome Metabólica

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Postado em 31/03/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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Fatores de Risco para a Síndrome Metabólica



Veja quais são os principais fatores de risco para a Síndrome Metabólica:

- Cardiovascular e Diabetes

A Síndrome Metabólica é considerada como fator de risco cardiovascular e de Diabetes Mellitus tipo 2. Em estudo realizado em Botnia (Finlândia), a incidência de doença cardiovascular, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral foi três vezes maior em pacientes com SM, especialmente naqueles que já apresentavam diabetes embora nem todos os indivíduos com a síndrome desenvolvam diabetes.

- Microalbuminúria

A presença de microalbuminúria, isto é, um aumento da excreção urinária de albumina acima do ideal, é um dos fatores associado à resistência insulínica, Síndrome Metabólica e doença cardiovascular (principal causa de morte em pacientes com diabetes do tipo 2). Atualmente há tratamentos específicos para a microalbuminúria, que também pode ser tratada substituindo a carne vermelha da dieta por carne de frango ou proteína vegetal (soja, feijão, grão de bico). Estas medidas poderiam reduzir a elevada mortalidade cardiovascular nos pacientes diabéticos.

- Hiperuricemia

A hiperuricemia (ácido úrico elevado no sangue) está associado a pacientes com obesidade, diabetes, hipertensão e dislipidemia. Destes indivíduos, 50% apresentam hiperuricemia e intolerância à glicose. Mas a hiperuricemia nem sempre necessita de tratamento.

- Obesidade

A obesidade, especialmente de distribuição abdominal, associa-se a fatores de risco cardiovasculares como: dislipidemia (alteração de colesterol e triglicérides), hipertensão arterial e Diabetes Mellitus tipo 2. A importância desses fatores em nipo-brasileiros foi previamente demonstrada, apesar de a obesidade não ser característica marcante dos japoneses.

Foi realizado um estudo com o objetivo de avaliar a prevalência de excesso de peso, adiposidade central e suas relações com distúrbios metabólicos. Os pesquisadores verificaram que a disposição abdominal de gordura implica na resistência à insulina nesta população. A cada quilo de peso adquirido aumenta-se em 3,1% o risco de doenças coronárias. O "moderno" estilo de vida, caracterizado por dietas ricas em gordura e pobres em fibras, associado à inatividade física, têm implicações neste ganho de peso.

- Sedentarismo

Atualmente a população tem adquirido maus hábitos que estão associados a diversos prejuízos à saúde. Como exemplo, podemos citar a facilidade de meios de transporte, aumento do tempo gasto com televisão/computador, aumento do uso de escadas rolantes e elevadores, redução ou ausência de atividade física, aumento do consumo de alimentos de alta densidade calórica.

- Atividade física

Estudos apontam que inúmeros efeitos benéficos da atividade física e da perda de peso nos indivíduos com SM reduzem as doenças cardiovasculares, melhoram a sensibilidade à insulina e pressão arterial. De acordo com estudo realizado pelo Centers of Disease Control (CDC), dos EUA, a atividade física regular pode trazer ganhos cardiorespiratórios. Para isto, são recomendados trinta minutos ininterruptos diários de atividade física moderada.

- Alimentação

A alimentação de paciente com SM deve ser acompanhada de exercício físico a fim de preservar a massa muscular e potencializar a perda de massa gordurosa12. Em pacientes com esta síndrome a ingestão de colesterol deve ser reduzida a menos de 300mg; a dieta deve ser rica em carboidratos e fibras, restrita em sódio e a gordura total não deve exceder 30% do valor calórico total diário (recomendação da Associação Americana de Diabetes).




FONTE: Sociedade Brasileira de Diabetes

 
 
 
 
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