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Síndrome Metabólica: Critérios e definição

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Postado em 31/03/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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Síndrome Metabólica

Critérios e definição

Ainda não existe um critério de definição universal para a síndrome metabólica, mas vários.

Veja os principais:

Reaven

Em uma conferência em 1988, Reaven denominou de síndrome “X” a associação existente entre indivíduos com os mesmos fatores de risco. O denominador comum era representado pela resistência à insulina.

Ele sugeriu cinco conseqüências, todas elas com um maior risco de doença cardiovascular: intolerância à glicose; hiperinsulinemia; aumento de triglicérides; diminuição do colesterol HDL e hipertensão arterial. A obesidade e a diminuição da atividade física aumentavam a resistência à insulina e, portanto, pioravam a síndrome. Entretanto, ela pode ser encontrada em indivíduos sãos, com peso normal e tolerância à glicose. Esta síndrome, como a maioria, apresenta vários componentes e nem todos precisam estar expressos para caracterizá-la.

OMS

Recentemente, um grupo de consultores da Organização Mundial de Saúde (OMS) propôs a denominação de Síndrome Metabólica quando o indivíduo possuir dois ou mais componentes descritos abaixo:

• Regulação alterada da glicose ou diabetes e/ou resistência à insulina;

• Pressão arterial elevada (> 140/90 mmHg);

• Triglicérides plasmáticos elevados (> 1,7 mmol; 150mg/dl);

• Colesterol HDL baixo (< 0,9 mmol, 35 mg/dl para homens; < 1,0 mmol, 39 mg/dl para mulheres);

• Obesidade central (relação cintura/quadril > 0,90 para homens e 0,85 para mulheres) e o índice de massa corpórea (IMC) > 30kg/m2);

• Microalbuminúria (excreção > 15 µg min ou relação albumina; creatinina na urina > 30 mg).

Outros componentes estudados nesta síndrome também foram relacionados com a resistência à insulina e/ou tendem a agrupar-se com a síndrome principal, entre eles:

• Hiperuricemia;

• Proporção aumentada de LDL pequena e densa;

• Aumento da concentração de lipoproteínas remanescentes;

• Distúrbios da coagulação e da fibronólise (elevação do fibronogênio);

• Disfunção endotelial;

• Inflamação da parede arterial;

• Angina microvascular;

• Síndrome de ovários policísticos

NCEP

Um grupo de especialistas pertencentes ao Programa Nacional de Educação em Colesterol (NCEP), nos Estados Unidos da América, apresentou outra versão para a definição da síndrome baseada nos fatores de risco. Será feito diagnóstico de SM quando estiverem presentes três ou mais dos fatores abaixo relacionados:

Identificação da Síndrome Metabólica, segundo NCEP

Fatores de risco Definição

• Obesidade abdominal Até Circunferência da cintura > 102 cm em homens
e > 88 cm em mulheres

• Triglicérides elevados >150mg/dl

• Colesterol HDL baixo < 40 mg/dl em homens e < 50 mg/dl em mulheres

• Hipertensão arterial >130/ >85 mmHg

• Hiperglicemia de jejum >110mg/dl

ILIB A

Em estudo realizado pelo Grupo Latino-americano da Oficina Internacional de Informação em Lípides (ILIB A), foi proposto que a obesidade combinada com um fator de risco cardiovascular resulta em uma determinada pontuação e o diagnóstico está estabelecido quando forem obtidos três ou mais pontos.

Identificação da SM, de acordo com ILIB A

Fatores de risco Definição Pontos

• Regulação alterada da glicose ou diabetes Glicemia de jejum > 110mg/dl e/ou > 140mg/dl 2 horas após uma sobrecarga oral de glicose

• Hipertensão arterial (excluindo-se os pacientes com nefropatia diabética clínica) Índices pressórios > 130/ > 85mmHg

• Triglicérides altos > 150mg/dl

• HDL-colesterol baixo < 40 mg/dl em homens e < 50 mg/dl em mulheres

• Obesidade abdominal Relação cintura/quadril > 0,90 em homens ou > 0,85 em mulheres e o IMC > 30kg/m2

A definição acima se assemelha mais à da OMS, porém evita a mensuração da resistência à insulina e omite a microalbuminúria. Os distúrbios agrupados como síndrome metabólica, ligados pela resistência à insulina, conferem um alto risco cardiovascular devido à combinação de intolerância à glicose, hipertensão, triglicérides elevados e HDL colesterol, em adição a outros fatores de risco já descritos. A hiperinsulinemia é uma condição de risco independente e a obesidade central é outro risco maior, que não depende do IMC. A associação da microalbuminúria com hipertensão e triglicérides, por exemplo, sugerem uma predisposição à doença cardiovascular.

IDF

Recentemente a Federação Internacional sobre Diabetes (IDF, www.idf.org, maio 2005), sugeriu como critérios:

1. Obesidade central cujos limites possa variar conforme a etnia. Assim para europeus sugeriu para medida da circunferência da cintura os valores de 94cm para homens e 80cm para mulheres, para asiáticos 90 e 80cm e para japoneses 85 e 90cm respectivamente homens e mulheres.

E dois ou mais dos seguintes critérios:

• Hipertrigliceridemia: > 150 mg/dL ou estar em tratamento específico

• HDL colesterol: < 40 mg/dL em homens e < 50 mg/dL em mulheres ou estar em tratamento específico;

• Hipertensão arterial sistêmica > 130/85 mmHg ou tratamento de hipertensão diagnosticado previamente.

• Glicemia de jejum > 100mg/dL ou diabetes tipo 2 diagnosticado previamente.

Outros critérios metabólicos estão em pesquisa: medida da distribuição abdominal da gordura, características da dislipidemia, métodos de avaliação da resistência a insulina (níveis de insulina, HOMA), avaliação da disregulação vascular tais como a microalbuminúria, do estado proinflamatório ( proteína C reativa, fator de necrose tecidual, interleuquina) e protrombótico (fatores fibrinolíticos e de coagulação). Estes fatores podem auxiliar na predição de complicações cardiovasculares e diabetes tipo 2.



FONTE: Sociedade Brasileira de Diabetes e MedicineNet.com

 
 
 
 
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