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Pesquisa aponta que obesidade pode ser contagiosa

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Postado em 10/04/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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Pesquisa aponta que obesidade pode ser contagiosa



A obesidade pode ser contraída através de um vírus igual ao de um resfriado comum.

Segundo especialistas do Centro de Pesquisas Biomédicas de Pennington, na Louisiana, nos Estados Unidos, o adenovírus - altamente infeccioso e cujo contágio ocorreria através da tosse ou de mãos sujas, faz com que se multipliquem as células adiposas.

Os cientistas norte-americanos descobriram que os frangos e ratos de laboratório infectados por esse vírus engordavam muito mais rapidamente que os animais que não foram contagiados, embora ingerissem a mesma quantidade de comida. Os estudos realizados em humanos indicam que quase um terço dos adultos obesos tem esse vírus, contra 11% dos indivíduos que não sofrem sobrepeso.

"O vírus entra nos pulmões e se propaga rapidamente pelo corpo. Ele viaja para vários órgãos e tecidos, como o fígado, os rins, o cérebro e o tecido adiposo", declarou o diretor da equipe, Mikhil Dhurandhar, à rede britânica de comunicação BBC. "Quando o vírus chega ao tecido adiposo, ele se replica, produz mais cópias de si mesmo, um processo que por sua vez aumenta o número de novas células adiposas, o que pode explicar a expansão desse tecido no corpo", complementou Dhurandhar.

Segundo o cientista, esse tipo de efeito do vírus continua muito tempo após os infectados se recuperarem do resfriado. Ele reconheceu que há outras razões pelas quais as pessoas podem sofrer sobrepeso, motivo pelo qual "não faz sentido evitar os gordos para prevenir a infecção de obesidade", disse ele.

Dhurandhar prevê que de cinco a dez anos possa haver uma vacina contra esse vírus. No entanto, segundo Ian Campbell, diretor médico da organização contra a obesidade Weight Concern, "um vírus não pode ser razão suficiente para que tenhamos uma epidemia de obesidade".

"Há muitos outros fatores, como ingerirmos muito mais calorias do que gastamos, ou vivermos sedentariamente. Não acho que nossos hábitos alimentares sejam conseqüência de uma infecção virótica: tudo é conseqüência da expansão das empresas que produzem alimentos doentios", declarou.







 
 
 
 
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