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Radicais livres

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Postado em 13/04/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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Radicais Livres

Os radicais livres são produzidos pelo organismo em conseqüência do seu metabolismo normal e como parte da sua defesa natural contra as doenças. Contudo, por vezes, o organismo tem uma reação excessiva, aumentando a produção de radicais livres e libertando mais átomos e moléculas instáveis do que o necessário. Os fatores que podem desencadear tais situações, como já vimos, são a alimentação inadequada, dieta gordurosa, poluição, agrotóxicos, tabagismo, alcoolismo, estresse emocional, exposição excessiva a raios ultravioletas, doenças e até mesmo atividade física exagerada.

O termo "radical" vem sendo empregado desde os primórdios da química, sendo definido como um átomo ou grupo de átomos com um elétron não emparelhado. Radicais livres são espécies reativas de oxigênio que tem um elétron instável na última camada de elétrons do átomo de oxigênio, isto os tornam altamente instáveis, por este motivo são capazes de reagir com qualquer substância que estiver a sua volta. Neste estado, átomos e moléculas se tornam muito reativos, pois precisam doar o elétron desemparelhado a fim de recuperarem a sua estabilidade química. A velocidade com que cede o elétron não emparelhado determina o grau de reatividade do radical livre e conseqüentemente o seu potencial de ataque às estruturas celulares e orgânicas, muito sensíveis a reações de oxirredução.

Logo que são produzidos, os radicais livres procuram outras moléculas com carga positiva com os quais possam reagir: é a chamada oxidação. Os radicais livres oxidados podem danificar o DNA e as membranas das células, permitindo o aparecimento de câncer e outras doenças. Estão também ligados à formação de manchas marrons na pele das pessoas idosas. Contudo, apesar dos radicais livres terem sido associados ao envelhecimento, câncer, arteriosclerose, hipertensão arterial, osteoartrite e deficiências imunológicas, o papel que desempenham no desenvolvimento desses problemas ainda necessita de investigações científicas mais profundas.

No entanto, acredita-se que se os radicais livres atingirem e afetarem o DNA do núcleo de uma célula, a mutação daí resultante pode provocar uma forma de câncer. Também tem sido observado que quando o colesterol do sangue é oxidado pelos radicais livres causa mais danos às artérias do que o colesterol "nativo" - envolvendo assim radicais livres no desenvolvimento de doenças cardíacas.

O organismo possui mecanismos de defesa contra a ação dos radicais livres, as enzimas e os nutrientes antioxidantes do sangue servem para "limpar" os radicais livres, tornando-os inofensivos. Entre os nutrientes protetores, incluem-se o ferro, o zinco, o cobre, o manganês e o selênio (que ajudam a formar enzimas antioxidantes de proteção), bem como as vitaminas A, C e E. Certas substâncias de origem vegetal também fornecem proteção contra os radicais livres. Entre estas incluem-se o betacaroteno e os bioflavonóides.

A comprovação da existência dos radicais livres, veio dar suporte à teoria do Dr Denham Harman de que o envelhecimento ocorre pela ação dos radicais livres nas células. Inúmeros trabalhos têm sido feitos correlacionando radicais livres com envelhecimento e doenças, principalmente as degenerativas crônicas.









 
 
 
 
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