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CEA – antígeno carcinoembrionário

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Postado em 27/04/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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Antígeno Carcinoembrionário - CEA ou Antígeno carcinoembriônico - ACE

 

Antígeno Carcinoembrionário - CEA ou Antígeno carcinoembriônico - ACE

 

Antígeno Carcinoembrionário (CEA ou ACE) é uma proteína normalmente encontrada apenas em pequenas quantidades no sangue de pessoas saudáveis, mas ela se torna elevada em algumas pessoas que têm câncer ou condição não cancerosa (benignidade). Por exemplo, um nível elevado de ACE tem sido achado em mais da metade das pessoas que têm câncer de cólon, pâncreas, estômago, pulmão ou mama. Pacientes com outros tipos de câncer, fumantes de cigarro e pacientes com desordens como colite ulcerativa, doenças do fígado e infecção do pulmão também podem ter um nível elevado de ACE.

O CEA é o protótipo dos marcadores tumorais e tem sido intensivamente investigado desde sua identificação, em 1965, por Gold e Freedman. Estes autores identificaram um antígeno em extratos de adenocarcinoma de cólon humano adulto e cólon fetal, que não era detectável em extratos similares de cólon normal. CEA é uma glicoproteína presente na superfície da membrana celular e é prontamente compartilhado com os fluidos corpóreos vizinhos; seu clareamento é desconhecido, mas é sabido ser o fígado seu principal sítio de metabolismo. Os níveis séricos de CEA podem se tornar indetectáveis após ressecção completa do tumor de cólon ou pulmão em período que varia de poucos dias a até 3 meses. O CEA tem sido amplamente utilizado como auxiliar no diagnóstico e tratamento do câncer.

Os níveis séricos considerados normais variam de 2,5 a 5 ng/ml. Geralmente, níveis séricos menores que 10 ng/ml são encontrados em doenças não malignas como:

1. Doenças Hepáticas:

Alcoolismo

hepatite crônica ativa

Doença biliar primária;

2. Doenças do Trato Digestivo:

Úlcera péptica

Pancreatite

Diverticulite

Doença Inflamatória Intestinal

3. Doenças Pulmonares:

Bronquite

4. outras doenças:

Insuficiência renal

Tabagismo.

A incidência de níveis séricos elevados do CEA em doenças malignas varia de 9% (teratoma de testículo) a 100% (alguns relatos científicos de carcinoma colo-retal metastático),pulmão (52% a 77%), pâncreas (61% a 68%), trato gastrointestinal (40% a 60%), fígado (40% a 60%), trato biliar (80%), tireóide (50% a 70%), colo uterino (40% a 50%), mama (30% a 50%).

A incidência varia não apenas com o tipo de tumor como também com seu estágio, sendo geralmente mais elevado o nível em pacientes com doença metastática. Níveis superiores a 10mg/ml são encontrados em 0% dos casos de câncer colo-retal Dukes A, em 16% dos estadios Dukes B, em 30% dos estadios Dukes C e 61% dos estadios Dukes D.

Embora o CEA não seja útil para triagem ou diagnostico ele tem se mostrado muito importante no acompanhamento clínico de pacientes com diversos tipos de câncer, especialmente carcinoma colo-retal, em que os níveis pré-operatórios de CEA estão elevados em 40% a 70% dos casos e se correlacionam com a histologia tumoral e estágio patológico. Níveis pré-operatórios elevados de CEA também se correlacionam com o prognóstico: pacientes com níveis acima de 10 ng/ml antes da cirurgia têm pior prognóstico que os pacientes com níveis menores.

O CEA é também importante no monitoramento do tratamento; após uma ressecção curativa o nível sérico pré-operatório deve normalizar. Níveis séricos elevados persistentes predizem doença residual ou recidiva. Níveis pós-operatórios crescentes são preocupantes e devem ser interpretadas como doença recidivada até que se prove o contrário. O aumento do CEA pode ser observado de 2 a 18 meses antes da detecção clínica da recidiva.

Os níveis séricos de CEA têm também mostrado correlação com resposta tumoral ou progressão em pacientes que se submetem a quimioterapia ou radioterapia. A utilidade clínica do CEA tem sido também investigada em outros tumores como câncer gástrico, pancreático, pulmonar e mamário. Aqui, da mesma forma que em tumores colo-retais, níveis elevados ao diagnóstico se correlacionam com estadiamento avançado e se correlacionam inversamente com o prognóstico, enquanto níveis pós-operatórios crescentes geralmente indicam recidiva.

 

 

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Fonte: Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004 - A clinica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora, 1996 - Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

 

 
 
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