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Ansiedade

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Postado em 28/04/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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Ansiedade



Toda a gente experimenta medo e ansiedade. O medo é uma resposta emocional, fisiológica e do comportamento perante o reconhecimento de uma ameaça externa (por exemplo, um intruso ou um veículo sem controlo). A ansiedade é um estado emocional desagradável que tem uma causa pouco clara e é freqüentemente acompanhado por alterações fisiológicas e de comportamento semelhantes às causadas pelo medo. Por causa destas semelhanças, às vezes usam-se os termos «ansiedade» e «medo» de forma indistinta.

A ansiedade é uma resposta ao stress, como a interrupção de uma relação importante ou o ver-se exposto a uma situação de desastre com perigo de vida. Uma teoria sustenta que a ansiedade pode também ser uma reação a impulsos reprimidos, agressivos ou sexuais, que ameaçam transbordar das defesas psicológicas que, normalmente, os mantêm sob controlo. Portanto, a ansiedade indica a presença de um conflito psicológico.

A ansiedade pode aparecer subitamente, como o pânico, ou gradualmente ao longo de minutos, de horas ou de dias. A duração da ansiedade pode ser muito variável, indo de poucos segundos a vários anos. A sua intensidade pode ir de uma angústia pouco perceptível a um pânico estabelecido.

A ansiedade atua como um elemento dentro de um leque amplo de respostas de acomodação que são essenciais para a sobrevivência num mundo perigoso. Um certo grau de ansiedade proporciona uma componente adequada de precaução em situações potencialmente perigosas. Na maior parte dos casos, o nível de ansiedade de uma pessoa sofre alterações apropriadas e imperceptíveis ao longo de um espectro de estados de consciência desde o sono até à vigília, passando pela ansiedade e pelo medo e assim sucessivamente. Em alguns casos, no entanto, o sistema de resposta à ansiedade funciona incorretamente e é ultrapassado pelos acontecimentos; neste caso pode manifestar-se uma perturbação por ansiedade.

As pessoas reagem de forma diferente aos acontecimentos. Por exemplo, algumas pessoas gostam de falar em público enquanto outras ficam apavoradas. A capacidade de suportar a ansiedade varia segundo as pessoas e pode ser difícil determinar quando se trata de uma ansiedade anormal. No entanto, quando a ansiedade se apresenta em momentos inadequados ou é tão intensa e duradoura que interfere com as atividades normais da pessoa, então é considerada como uma perturbação. A ansiedade pode ser tão stressante e interferir tanto com a vida de uma pessoa que pode conduzir à depressão. Algumas pessoas têm uma perturbação por ansiedade e, ao mesmo tempo, uma depressão. Outras desenvolvem, primeiro, uma depressão e, depois, uma perturbação por ansiedade.

As perturbações por ansiedade são a perturbação psiquiátrica mais freqüente. O diagnóstico de uma perturbação por ansiedade baseia-se, fundamentalmente, nos seus sintomas. No entanto, os sintomas de certas doenças (por exemplo, uma tiróide hiperativa) ou os devidos ao uso de fármacos receitados pelo médico (corticosteróides) ou ao abuso de drogas (cocaína) podem ser idênticos aos sintomas de ansiedade. Uma história familiar de ansiedade pode ajudar o médico a estabelecer o diagnóstico, uma vez que tanto a predisposição para uma ansiedade específica como a predisposição geral para a ansiedade têm freqüentemente caráter hereditário.

É importante efetuar um diagnóstico correto, pois os tratamentos diferem de um tipo de ansiedade para outro. Segundo o tipo, a terapia do comportamento, os fármacos ou a psicoterapia, sós ou em combinações apropriadas, podem aliviar significativamente o sofrimento e a disfunção da maior parte dos doentes.




FONTE: Manual Merck
 
 
 
 
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