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HPV X Vacina

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Postado em 21/09/2009 às 21:32:51 por Milcar G. Moriyama

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entrevista: Jornal Gazeta Tatuapé

 

 HPV x Vacina

 

A sigla HPV significa Papiloma Vírus Humano e na realidade representa uma família de vários tipos de vírus, com mais de 100 subtipos diferentes já identificados, entre os quais cerca de 30 tipos  afetam a região genital de homens e mulheres.

A grande importância do vírus HPV está na sua relação com o câncer de colo do útero.  Acredita-se que boa parte da população entre em contato com um ou mais tipo de HPV em algum momento de sua vida, mas que a maioria elimine-o espontaneamente, e mesmo ainda nos casos persistentes a evolução para o câncer é pequena. Uma característica desse vírus é seu período de incubação variável, ou seja, pode permanecer no corpo por muito tempo sem se manifestar, tornando muitas vezes indeterminável o momento do contágio. Levando em consideração  esse comportamento e ainda o fato de que num único contato sexual pode se adquirir essa doença é importante esclarecer que infecção pelo vírus HPV não é sinal de promiscuidade e/ou infidelidade. A infecção geralmente não apresenta sintomas, sendo o mais comum a identificação de verrugas genitais, também conhecidas como “crista de galo” e cientificamente denominadas de Condiloma  acuminado, mas a mulher pode sentir prurido genital, dor na relação, sangramento anormal fora da menstruação ou alguma secreção vaginal diferente . Esses sinais e sintomas da presença do vírus costumam surgir em situações de baixa imunidade como na gravidez ou em momentos de estresse. A transmissão se dá pelo contato com a pele contaminada, isto é, pele a pele sendo a via sexual a mais freqüente. Além do colo uterino, as lesões  podem surgir na vagina, na vulva, no ânus, no pênis e na laringe.

 

Como descobrir se tenho HPV

 

         Assim como no Câncer do colo do Útero, o HPV pode ser  diagnosticado numa consulta ginecológica pelo próprio exame físico e com o auxílio de alguns exames  como o Papanicolaou ,que é o  exame preventivo mais comum e realizado anualmente após o início da vida sexual. Esse ainda pode ser complementado pela Colposcopia e Vulvoscopia que são aparelhos que aumentam o poder de visão do médico permitindo identificar as lesões e realizar  a Biópsia que é a retirada de um fragmento para análise. É possível ainda realizar a identificação do vírus, assim como, seu subtipo através do reconhecimento do seu DNA (Captura Híbrida)

 

Como tratar e  previnir   o HPV

 

A maioria das pessoas infectadas pelo HPV não desenvolve o câncer do colo do útero, mas apresentam esse risco e necessitam de acompanhamento e tratamento de suas manifestações.  O conhecimento de que a evolução para o câncer é lento traz como  objetivo do tratamento a  identificação e destruição  das lesões pré-cancerígenas . E para isso surgiram várias modalidades como: Cirurgia (incisão cirúrgica); Eletrocirurgia (cauterização térmica); Laserterapia; Crioterapia; Cauterização química (ácido tricloroacético,podofilina)e a  imunoterapia. A prevenção continua tendo como foco o comportamento sexual, como número de parceiros , uso de preservativos e não menos importante um Hábito de vida saudável evitando excessos, como cigarro, bebidas, drogas e  preservando dessa forma o sistema de defesa do organismo.

 

 

Vacina contra o HVP

 

A vacina  é a mais nova  opção na prevenção do câncer do colo do útero, das lesões pré-cancerígenas e das verrugas genitais causados pelo vírus HPV. Apresenta eficácia contra os vírus responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero e de 90% das verrugas genitais. Administrada numa série de  3 injeções intramuscular num período de 6 meses e proteção de 5 anos até os estudos atuais, já está disponível em 111 países, 20 desses no setor público e com mais de 40 milhões de doses vendidas. Atualmente, no Brasil, a vacina está indicada  apenas para mulheres entre 9 e 26 anos de idade e contra-indicada na gestação. As adolescentes é o principal alvo, pois a eficácia da vacina é potencializada antes do primeiro contato sexual, ou seja, antes do contato com algum tipo do vírus, além do risco maior de infecção devido a curiosidade e manipulação com a descoberta do corpo nessa faixa etária. Ainda assim as mulheres que já iniciaram a vida sexual ou que já entraram em contato com HPV podem ser beneficiadas pela proteção contra outros tipos de vírus contidos na vacina e pela melhora do sistema imunológico. A utilização  em mulheres acima de 26 anos já acontece em 5 países, assim como a indicação para meninos encontra-se liberada na Austrália, Nova Zelândia, Canadá, México e outros.

Apesar desse grande avanço a vacina não protege contra todos os tipos de vírus que causam o câncer, assim como pode não tratar uma infecção já estabelecida e, portanto o exame preventivo (papanicolaou) assim como avaliações periódicas ao ginecologista mantém-se necessários . Dessa forma aproveitando as informações adquiridas até o momento podemos todos agir na prevenção do câncer de colo, que pode ser fatal, assim como auxiliar no impacto emocional que as lesões genitais causam compartilhando esse conhecimento à outras pessoas.

 

Dr. Milcar Moriyama

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