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Selênio e a Glândula Tireóide

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Postado em 08/10/2009 às 16:57:28 por Cley Rocha de Farias

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SELÊNIO E A GLÂNDULA TIREÓIDE
HOSPITAL DAS CLÍNICA DA FACULDADE DE MEDICINA DA USP

CLEY ROCHA FARIAS; TOMIMORI KIYOSHI TOMIMORI; ROSALINDA YOSSIE ASATO CAMARGO; SILVIA MARIA FRANCISCA COZZOLINO; MEYER KNOBEL

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS
O selênio (Se) foi descoberto em 1817 pelo químico sueco Jons Jacob Berzelius e nas últimas décadas ficou demonstrado ser um elemento vital na dieta. A distribução do Se varia muito no meio ambiente, sendo diferente nos diversos países. As concentrações de Se nas plantas e animais variam dependendo da disponibilidade deste no solo. O Se entra na cadeia alimentar através das plantas. Quando há deficiência desse no solo, a alimentação dos animais costuma ser suplementada com Se. Os principais solos do estado de São Paulo apresentam baixos teores de Se. Em seres humanos a suplementação de Se tem-se mostrado promissora. Alguns estudos evidenciaram diminuição do risco de cânceres, redução dos eventos cardiovasculares e melhor controle pressórico. Foi vista grande redução dos níveis plasmáticos de Se em pacientes pós-trauma, sepse e em estados inflamatórios. No organismo o Se é encontrado mais na forma de selenometionina, mas sua principal forma ativa é a selenocisteína. As selenoproteínas humanas são divididas em 17 famílias com funções semelhantes. Estas incluem as glutationas peroxidases (GPx), tireodoxinas redutases (TrxR), iodotironinas deiodinases (DIO) e selenofosfatases sintetases 2 (SPS2). As selenoproteínas restantes foram classificadas por ordem alfabética. Poucas destas foram funcionalmente caracterizadas como as GPxs, TrxRs, SPS2 e DIOs, todas com função de oxidoredução. O Se atua na tireóide através das GPx Se-dependente, que reage com a H2O2 (necessária à oxidação do iodeto) produzindo H20, mantendo, desta forma, a integridade dos tireócitos e sua organização folicular. Outros protetores contra a ação da H2O2 no tireócito são as vitaminas C e E e enzimas como a catalase e a superóxido dismutase. Assim, este estudo avaliou a importância do Se no metabolismo tireóideo.
MÉTODO
Pesquisa bibliográfica na base de dados do site pubmed sendo utilizados 32 artigos do período de 1999 a 2009.
RESULTADOS
Apontam benefícios na função tireóidea como um antioxidante, um elemento fundamental na atividade de várias enzimas e está associado a diminuição do risco de desenvolver cancer tireóideo. Apenas um artigo não mostrou diminuição dos níveis dos anticorpos antitireoperoxidases e um outro não mostrou aumento na conversão da tiroxina em triiodotironina.
CONCLUSÕES
Foi observado o benefício de níveis séricos ótimos de Se na função tireóidea, porém outros estudos são necessários para fornecer maiores subsídios para reforçar esta hipótese e confirmar a necessidade de suplementação do Se.

 
 
 
 
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