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Indignação nacional começa em casa.

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Postado em 15/10/2009 às 22:17:02 por C.

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Indignação nacional começa em casa.

 

                       È fácil e até politicamente correto, conforme vocabulário em voga indignar-se com os atos corruptos, nepotistas e até imorais, no mínimo, de alguns dos nossos políticos. Fácil de comentar, mostrar indignação, condenar e logo depois, esquecer e levar a vida como ela é.

 

                       Difícil mesmo está em reconhecer nossos pequenos delitos no dia a dia, aqueles que, pensando bem, sempre temos uma justificativa na ponta da língua e a consciência deles pouco presente. Mas que são a origem de tudo que talvez venha a acontecer conosco um dia.

 

                       O dia está começando e nos damos o direito de estacionar, mesmo por momentos, em cima da faixa de segurança dos colégios, pois é mais prático ali deixar o filho, mesmo que com isso, além de expressamente proibido na Legislação de Trânsito, coloca em risco os outros alunos que por ali fazem sua passagem ao atravessar a rua.    

 

                       E continuamos por aí afora no trânsito de cada dia, sempre achando que a razão está conosco e no final das contas mesmo, não vai dar nada... estacionar em lugar proibido, obstruir o cruzamento, passar pelo sinal fechado, estacionar na frente da garagem dos outros, cortar pela direita,  enfim, facilitar a nossa vida mesmo com essa “ pequenas “ infrações, já que as “ grandes “ são obra dos nosso políticos!

 

                      E a lista das “pequenas” infrações, aquelas que nos permitimos em nome da relatividade, vai aumentando. Não só no trânsito, mas no trabalho, na escola, na faculdade e até nos nossos momentos de lazer – ultrapassar pelo acostamento fica valendo – já que filas e engarrafamentos na ida para a praia são para os outros. Beber na frente dos filhos e dirigir. Cinto de segurança nos pequenos, para que mesmo? Aliás só usamos os nossos para evitar as multas...

 

                     Fica evidente a nossa hipocrisia social e até o oportunismo ao nos indignarmos publicamente nos jornais e outros meios de comunicação sobre os acontecimentos nacionais enquanto em casa somos complacentes conosco mesmos, citando a impunidade de alguns de  nossos políticos.

 

                     Isso tudo vai funcionando assim até o dia em que a soma dos nossos “pequenos” delitos acaba causando um dano considerável e pior, quando envolve nossa própria vida pessoal, seja um acidente fatal ou uma

 

 

 

 

 

morte inesperada, fruto da sociedade que nós mesmos criamos e vivemos. Surge o momento da dor.

 

                     Momento, infelizmente tardio, que nos indignamos e protestamos, através de passeatas e outros atos públicos, em busca de uma “consciência” social que deveria já estar presente nos nossos atos diários de convivência com nossos próximos e com todos os outros. Que bom seria para a sociedade que essa consciência em relação aos “pequenos” delitos surgisse antes do dano acontecido, da vida perdida, da agressão sofrida, que tiveram sua origem na nossa própria indulgência. Pense.

 

 

                                             José  Andersen   Médico Perito CRM 10142

                                                                                   POA RS

                                                                       CEL 51- 98081121

   

 

 
 
 
 
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