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Cardiologia

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Postado em 15/02/2010 às 19:10:03 por David Gabbay

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Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, São Paulo, SP, BRASIL.

Introdução: É conhecida a evolução desfavorável de pacientes portadores de Insuficiência Renal Crônica (IRC) após Intervenção Coronária Percutânea (ICP).
Objetivo: Avaliar a evolução clínica de pacientes portadores de IRC submetidos à ICP com implante de stent farmacológico (SF).
Métodos: Análise retrospectiva do banco de dados no período de março de 2006 a janeiro de 2009, onde foram realizadas 1063 ICP com stent farmacológico. Desses, 56 pacientes (5,3%) eram portadores de IRC e 1007 (94,7%) não eram portadores de IRC (NIRC).
Resultados:
Com relação às características demográficas, no grupo IRC houve o predomínio de Diabetes Mellitus (44,6% vs 30%, p= 0,03); Hipertensão Arterial Sistêmica (96,4% vs 76,3, p<0,001) e Doença Vascular Periférica (8,9% vs 2,3%, p=0,01).
Na evolução hospitalar, houve diferença na taxa de necessidade de RM urgente com 1,8% no grupo IRC vs 0% no grupo NIRC(p= 0,04). As taxas de IAM e óbito não houve diferença entre os grupos.
No seguimento clínico não houve diferença na taxa de IAM (0% vs 0,8%, p= 0,901), na TLR e TVR (3,8% vs 3,2% p=0,914) e (3,8% vs 4,5% p=0,870) respectivamente. A taxa de mortalidade mostrou-se mais elevada no grupo IRC (15,4% vs 3,3%, p<0,001), às custas de óbito não cardíaco.
Conclusão:
Baseados nestes resultados, concluímos que é importante a utilização dos stents farmacológicos nos pacientes portadores de IRC, pois proporcionam taxa de nova revascularização semelhante aos pacientes NIRC . A mortalidade mais elevada do grupo renal crônico pode ser explicada por se tratar de pacientes clinicamente mais graves.

 
 
 
 
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