A disfunção da ATM é uma doença que afeta principalmente os músculos da mastigação. A toxina Botulínica tipo A, é uma nova terapia não totalmente efetiva, foi introduzida como mais um método terapêutico.

Baseados na teoria de que a contração excessiva de um músculo é responsável pela origem da dor e da disfunção, a toxina passou a ser injetada no tecido muscular, promovendo seu relaxamento e conseqüentemente a melhora do quadro.  

A Toxina Botulínica do Tipo A, foi introduzida como método terapêutico para DTM (disfunção temporomandibular) por ser um relaxante muscular específico aos músculos mastigatórios com o mínimo de efeitos colaterais. Diversas são as alternativas terapêuticas para distúrbios da ATM, variando entre tratamento medicamentoso, fisioterapias e placas interoclusais.

Desejando uma solução mais efetiva ao tratamento, foi introduzida a nova terapia com Toxina Botulínica tipo A, pacientes que sofrem de bruxismo, distonias faciais, dores nos músculos mastigatórios, luxação de ATM, e hipertrofia de masseter possuem hoje mais uma alternativa de tratamento.

O efeito de enfraquecimento muscular é permanente na placa neural, no entanto, aproximadamente três a seis semanas após as aplicações, pode ocorrer a recuperação da função
neuromuscular, já que novas fibras nervosas emergem e contornam a área bloqueada.

Existem três mecanismos que comprovam o que estudos relatam, de que pacientes tratados com a Toxina Botulínica tipo A obtiveram além da diminuição da dor, uma melhora na abertura da boca. 1. A droga promoverá um relaxamento da musculatura, reduzindo seu tônus e aumentando a sua elasticidade; 2. Redução da inflamação muscular e articular o que melhora a motricidade mandibular; 3. Resposta do paciente frente a diminuição da dor.

As contra-indicações da toxina são: pacientes com miastenia graves, e a síndrome de Lambert Eaton, mulheres grávidas e/ou período de lactação, indivíduos com hipersensibilidade conhecida a qualquer um dos componentes da fórmula e em pacientes que fazem uso de aminoglicosídeos, medicação esta com alto poder cicatrizante.

Os efeitos colaterais são raros e mesmo que existam, são de baixa intensidade e transitórios.  Sabe-se também que o uso excessivo da toxina Botulínica tipo A, pode levar ao insucesso dos tratamentos subseqüentes.
 
Este artigo foi escrito pelo prof. dr. Ferrucio Dall Aglio (Cirurgião Plástico), em presidente do Núcleo Avançado de Ensino e Pesquisa da Associação Nacional de Combate ao Câncer (A.N.C.C.)  São Paulo - Brasil