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Cirurgia Plástica no Brasil

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Postado em 14/04/2010 às 01:48:49 por Ferrucio Dall Aglio

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O Brasil é o recordista mundial em cirurgias plásticas. Os dados são da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a estatística é de que no ano 2009 aproximadamente 350.000 pessoas tenham se submetido ao bisturi por razões puramente estéticas, passando a frente dos Estados Unidos, tradicionais campeões nesta área. É como se, em cada 10.000 habitantes brasileiros, 207 tivessem sido operados durante o ano que passou.

Com o aumento da procura do público por estas cirurgias, cresce também o número de profissionais se especializando nessa área. Hoje, o Brasil possui, proporcionalmente é claro, a mesma quantidade de médicos em atividade que os Estados Unidos e um número maior de interessados em pós-graduação e especialização em plástica. 

E o mais interessante é que esses profissionais vem alcançando sucesso e reconhecimento fora do país nunca vistos em outras áreas da medicina. Pode-se dizer que o Brasil virou referência mundial por possuir uma enorme equipe com nomes sempre presentes em congressos internacionais.

Outro aspecto também faz com que o Brasil se destaque em relação aos Estados Unidos e à Europa no campo da cirurgia plástica. É impressionante o ímpeto com que o público se entrega sem reservas à mesa de cirurgia. Enquanto nos outros países a plástica exige um tempo de pesquisa e reflexão e os pacientes, em geral, mostram preocupações principalmente com a anestesia, os brasileiros decidem se operar muito mais rápido e só parecem ter medo do resultado que pode não ficar tão bom quanto o esperado.

Assim, um público cada vez maior e, principalmente, bem mais diversificado recorre aos consultórios dos principais cirurgiões em busca, antes de qualquer outra coisa, de um maior bem estar com o próprio corpo. Os homens, que há cinco anos eram apenas 5% dos operados, estão contribuindo para engrossar as estatísticas. Hoje já representam 30% do total. Os jovens também estão recorrendo à plástica no Brasil como em nenhum outro país. Pacientes menores de 18 anos já chegam a 13% do total.

Atualmente os cirurgiões dividem os pacientes em três grandes grupos levando em conta principalmente o motivo que os levaram a procurar a cirurgia. O maior de todos continua sendo composto por aqueles que desejam pelo menos atenuar os devastadores efeitos do tempo. O segundo maior reúne os pacientes que desejam eliminar imperfeições físicas e estéticas capazes de causar um sério desgaste psicológico. O último grupo vem ganhando mais adeptos de uns tempos para cá. Ele é formado pelos que recorrem à plástica com a única meta de esculpir um corpo perfeito. 

Esse último grupo, apesar de cada vez mais expressivo, vem preocupando médicos e psicólogos. A supervalorização pela mídia de um padrão estético quase impossível de ser alcançado naturalmente tem levado um número enorme de pessoas, principalmente mulheres muitas vezes ainda adolescentes, a se submeterem a operações na maioria das vezes complicadas e desnecessárias. E o mais alarmante é que elas atrelam a possibilidade da felicidade completa e de uma desejada realização pessoal ao sucesso das correções estéticas que as aproximam do que vêem pela televisão.                                     Prof. Dr Ferrucio Dall Aglio - Cirurgião Plástico - São Paulo - Brasil.
 

 
 
 
 
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