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Cardiologia e Hemodinâmica

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Postado em 03/07/2010 às 00:00:45 por David Gabbay

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Evolução tardia de pacientes multiarteriais tratados com stents farmacológicos. Dados do registro SAFIRA

DANILO FERRAZ DE OLIVEIRA MAKSUD,  JOSE ARMANDO MANGIONE,  MARIA FERNANDA ZULIANI MAURO,  SALVADOR ANDRE B. CRISTOVAO,  ADNAN ALI SALMAN,  JOAQUIM DAVID CARNEIRO NETO,  RICARDO SANTANA PARENTE SOARES JUNIOR,  DAVID GABBAY,  EDUARDO ERUDILHO,  ALFREDO MOREIRA DA ROCHA NETO e NÁDIA DE MENDONÇA CARNIETO.

Beneficência Portuguesa, São Paulo, SP, BRASIL e Hospital Avicena, São Paulo, SP, BRASIL.

 

Introdução: Existe controvérsia a respeito da melhor forma de tratamento dos pacientes (p) portadores de doença coronária multiarterial (DCM). Além disto, as vantagens do emprego stents farmacológicos (SF) na evolução tardia destes pacientes não está completamente definida.

Objetivo: Evidenciar no seguimento clínico tardio os resultados da utilização dos stents farmacológicos no tratamento da DCM.

Métodos: Estudo observacional, multicêntrico, com coleta de dados prospectiva, com o objetivo de avaliar a evolução clínica tardia (2 anos) dos pacientes multiarteriais tratados com SF.

Resultados: No período de Julho de 2002 a dezembro de 2009, 2655 pacientes portadores de DCM submeteram-se a tratamento percutâneo sendo o implante de SF totalizando 470 pacientes, com 266 lesões tratadas. A análise das características clínicas básicas mostrou que pacientes apresentavam-se como tabagistas (20,2%), dislipidêmicos(69,1%), diabéticos (33,8%), cirurgia de revascularização prévia (25,1%) e 2,6% já haviam sido tratados com SF. Na evolução hospitalar, a taxa de sucesso foi de 98,1%, com 0,8% de infarto agudo do miocardio (IAM)  (1 IAM com supra do segmento ST e 3 IAM sem supra do segmento ST) e 0,6% de óbitos. Não houve oclusão aguda, necessidade de nova revascularização ou episódios de acidente vascular cerebral, ou seja, desfecho composto de óbito, IAM e RM de urgência foi de 1,4%. No seguimento tardio, o tempo médio de 1106±675,19 dias, sendo 98,5% dos p seguidos. Observou-se que 79,3% deles, evoluíram de modo assintomático. Houve 2,4% de óbitos de origem cardíaca e 5,3 de origem não cardíaca, com 7,7 de IAM. Apenas 10,8% necessitaram de nova intervenção percutânea e 1,8% de intervenção cirúrgica.

Conclusão: Nossos achados demonstraram que apesar das características clínicas básicas desfavoráveis os SF apresentaram ótimos resultados tanto na evolução hospitalar quanto na evolução tardia. As taxas de trombose aguda, subaguda, tardia e muito tardia, mostram o  o sucesso, a segurança  e eficácia dos SF.

 
 
 
 
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