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Deficiência de Selênio

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Postado em 03/07/2010 às 11:16:54 por Cley Rocha de Farias

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Deficiência de Selênio

Historicamente, as dietas pobres em selênio (Se) são incomuns, mas têm conduzido às doenças endêmicas. Existem 3 entidades clínicas distintas associadas à deficiência de Se: doença de Keshan, doença de Kashin-Beck e cretinismo endêmico mixedematoso.

A doença de Keshan foi inicialmente descrita no início dos anos 30 na China, e ainda prevalece na população infantil em grandes áreas territoriais do país, onde o solo é deficiente em Se. O consumo alimentar nestas áreas é inferior a 19 µg/dia na população masculina e <13 µg/dia na feminina, bem abaixo da dose corrente recomendada de consumo diário (RDA).

Além da carência de Se, evidências epidemiológicas e experimentais em roedores, demostraram a coparticipação de infecção pelo vírus coxsackie B3. Embora esta doença tenha como aspecto proeminente a cardiomiopatia, potencialmente fatal, os achados adicionais descritos incluem: mionecrose multifocal, fibrose pancreática periacinar e disfunção mitocondrial.

A doença de Kashin-Beck, é uma desordem osteoarticular causadora de deformidades e limitações nos movimentos articulares, levando a uma diminuição do comprimento dos membros e baixa estatura. Atinge principalmente adolescente. Este distúrbio parece ter origem multifatorial, e ocorre de forma endêmica em certas áreas da China (Tibete), onde existe ingesta dietética baixa de Se, mas foi igualmente descrita na Rússia e Coréia do Norte. A suplementação do elemento melhora consideravelmente a sintomatologia, mas não traz a cura.

O cretinismo endêmico mixedematoso, em particular na África, tem sido parcialmente relacionado à deficiência de Se, pois a insuficiência iódica também ocorre na mesma região. O distúrbio se caracteriza pela função diminuída das DIO, que provoca decréscimo na produção de T3 e pela redução do efeito das GPx.  Os sujeitos afetados manifestam frequentemente sintomas de retardo mental e hipotireoidismo, indicando que a suficiência de iodo pode prevenir os potenciais danos contribuintes da deficiência de Se.

As causas não endêmicas de deficiência de Se, usualmente surgem como componente de carência múltipla combinada de micronutrientes. O uso prolongado de nutrição parenteral tem sido associado a este tipo de situação, que regride quando o sujeito passa a utilizar dieta tradicional. Além disso, podem sobrevir como complicação de doenças inflamatórias intestinais progressivas, como a doença de Crohn e a colite ulcerativa.

 
 
 
 
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