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Doença Hipoativa Sexual (=DHS)

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Postado em 24/07/2010 às 17:15:28 por Jose Oscar Alvarenga Macedo

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                               Desejo Sexual Hipoativo (=DHS)

 

 

Como médico ginecologista, há mais de 33 anos exercendo a profissão,tenho ficado impressionado com o número de pacientes que me tem relatado ausência de desejo sexual espontâneo.

A fuga do relacionamento sexual, resposta sexual insatisfatória em relação a excitação e ao orgasmo,uma diminuição ou ausência completa de fantasias eróticas juntamente com a ausência de desejo sexual , caracterizam a chamadaDoença Sexual Hipoativa ou DSH.Essa patologia é também conhecida como:-Desejo Sexual Dimi-nuído,Inapetência Sexual (= apetite sexual inibido) ou Diminuição da Libido.

           Tenho atendido, como médico de uma grande cooperativa médica ,em torno de 30 a 50 pacientes semanalmente no seu ambulatório ,além de um outro tanto de clientes em minha clinica privada..Esse transtorno sexual  acomete, em média, 35% da população brasileira.

            Muitas mulheres procuram ajuda quando sentem-se desmotivadas sexualmente e buscam apoio em amigas, profissionais da área de saúde, como psiquiatras, psicólogos ou mesmo ginecologistas. Poucas vezes se  abrem com seus parceiros por se sentirem ameaçadas na estabilidade de seus relacionamentos.

O desinteresse pelo sexo ou  Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo, na grande maioria dos casos, está associado a fatores emocionais e psicológicos que podem afetar não apenas a mulher, mas também o homem. Problemas não faltam para ocupar a mente dia e noite: violência, contas para pagar, excesso de trabalho, falta de férias, preocupações com filhos adolescentes, desemprego,mágoas e ressentimentos, entre outros.       Especificamente nas mulheres as causas mais frequentes  de DSH são :

-Fatores negativos que envolvem o relacionamento do casal.

- Os bloqueios emocionais e sexuais pessoais

                        A educação recebida dos pais, a falta de diálogo entre os parceiros, os interesses sexuais, nem sempre adotados de comum acordo entre os parceiros e mesmo a resistência da mulher, do homem, ou ainda de ambos em inovar, acabam provocando o desinteresse pelo sexo.Manter o dialogo,ou seja,discutir a relação,situação que a maioria dos homens rejeita,é fundamental.Embora,com uma incidência menor,existem  mulheres que também não gostam de discutir relações com seus parceiros.

Conversar com seu ginecologista pode ajudar a identificar se a falta de desejo sexual está associada somente a preocupações externas ou se existe um problema orgânico envolvido.

Embora raros, os distúrbios hormonais, o uso incorreto de medicamentos,como   beta-bloqueadores adrenérgicos ( propanolol) ,anti-hipertensivos de ação central ( metil-dopa, reserpina).,cimetidina,ranitidina (usados em ulceras gastricas),benzodiazepinicos, alcool, antiandrogênicos ,como a ciproterona, usada em certos anticoncepcionais, a  es-pironolactona, antidrepressivos: como a fluoxetina, e até mesmo algumas doenças que causam cansaço e desânimo, podem provocar o desinteresse pelo sexo. O diagnóstico preciso, realizado pelo médico, é sempre uma maneira responsável de resolver o problema sem danificar a saúde.

Entre os fatores que envolvem o casal e podem causar o desejo sexual hipoativo tanto no homem quanto na mulher, podemos citar :-o desgaste do relacionamento,a manutenção da rotina do dia a dia,mudanças físicas que causem perda do poder de atração em um dos parceiros ou em ambos,disfunção sexual no homem (disfunção eretil,ejaculação precoce ou retardada),conflitos não resolvidos de todos os tipos,entre outros. Nesse particular ,cito as chamadas  mágoas retidas.A propósito deste sentimento devo dizer que quem as guarda, sofre com elas. .A melhor solução para mágoas é o perdão.

Situações traumáticas de abuso sexual, mensagens anti-sexuais durante a infância, culpas, comportamento sedutor por parte dos pais, dificuldade em unir amor com sexo em si mesma , raivas entre o casal e competição temida com o pai ou mãe, entre outras, são também fontes de baixa libido nas mulheres.

É comum o conflito entre ser uma mulher maternal e também sexual, como se fossem funções incompatíveis. As queixas de baixa libido e depressão também não são raras após o parto. O casal pode começar a se desajustar mesmo durante a gravidez. A mulher passa a se ver e a ser vista como um ser idolatrado, puro, destituído de atrativos sexuais. Passa a negar o lado sexual em prol de ser mãe.

.A DSH é uma das disfunções mais difíceis de se tratar, pois geralmente acomete o indivíduo por longos anos, dado que as pessoas resistem muito em procurar ajuda. É freqüentemente originada por fatores psicossociais, sendo os raros casos de organici-dade encaminhados para especialistas.

Grande parte das mulheres pode beneficiar-se de reeducação sexual, visando a informação e a permissão sexual. Ou seja, muitas mulheres não aprenderam a se aceitar sexualmente e a se conhecer, devendo passar por um processo de reeducação sexual a nível de consultório com sexologistasÉ o que chamamos de terapia cognitivo-comportamental. Outras apresentam problemas mais profundos de auto-estima, de culpas e de repressões. Para esses casos, a psicoterapia de orientação analítica  podem ajudar significativamente.

O desejo hipoativo é mais comum do que parece,mas alguns cientistas estão próximos das soluções para que o termômetro do sexo volte a funcionar normalmente. Uma das novidades é o flibanserin.Criada em laboratório ,ela  poderá ser a primeira pílula que tem a capacidade de estimular o apetitesexual feminino, porém ainda sem resultados definitivos.Ela é bem diferente das pílulas masculinas, as quais agem na hora.O flibanserin leva de seis a oito semanas para produzir os efeitos. Com isso as mulheres irão instigar o interesse sexual e terão uma melhor relação amorosapor conta do prazer.

Assim como o Viagra, droga masculina que trata a disfunção erétil, o poder do flibanserin foi descoberto sem querer. Enquanto a pílula azul era testada para tratamentos de pressão, a nova droga deveria tratar a depressão quando foi constatado um dos efeitos colaterais.Daí o apelido de “Viagra para mulheres” dado pela equipe de pesquisadores liderada por John M. Thorp Jr., da Universidade da Carolina do Norte.

A queda na libido é o problema sexual mais comum entre as mulheres, da mesma forma que a disfunção erétil é para os homens.

  

 
 
 
 
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