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Será mesmo TDAH?

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Postado em 01/11/2010 às 16:48:04 por Inpa - Instituto de Psicologia Aplicada

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tdah - tdah

“Meu filho não pára quieto” , “Essa criança não se concentra” , “ Ele não consegue começar e terminar uma tarefa…”: “É…, ele deve ter TDAH!!”.
Quantas vezes não escutamos explicações como essa para justificar as dificuldades de nossos filhos! Mas, será que a criança realmente tem uma doença?

 

O TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade se caracteriza por sinais evidentes de impulsividade, desatenção e inquietude especialmente motora, que acomete muitas das nossas crianças atualmente. Porém, podemos pensar: até que ponto uma criança não pode ser ativa? Será que todas as crianças mais agitadas já podem ser consideradas hiperativas, como tem sido feito tão frequentemente? Será que uma criança que não está nenhum pouco motivada com as atividades escolares dela, e por isso não se interessa, pode ser diagnosticada com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade?

Hoje, percebemos uma freqüência muito grande de diagnósticos de TDAH. Porém, eles são corretos? Até que ponto não estamos oferecendo medicamentos pesados as nossas crianças de forma impensada?

O diagnostico de TDAH não é fácil, pois o transtorno tem várias características e não apenas a “falta de atenção” ou “inquietude”. Sendo assim, nós, pais e cuidadores, que trabalhamos com a infância, podemos ser bastante cuidadosos para perceber todo o ambiente e situações que envolvem nosso filho: como está a relação na escola? Ele gosta da escola? A forma de ensinar o motiva? A criança tem recebido suficiente atenção em casa? Como é a relação com os outros familiares, como irmãos? Ele tem muito tempo ocioso ou é repleto de atividades sem tempo nem mesmo para respirar? Se as resposta as estas questões forem negativas, então, podemos rever nosso diagnóstico de TDAH e considerar esses pontos!

Rotular a criança como hiperativa ou como portadora de déficit de atenção pode ter um poder muito grande, inclusive de convencimento na criança. Assim, considerá-la como “diferente”, justificar as atitudes dela em vista de uma possível doença pode ser muito prejudicial para o desenvolvimento desta criança, uma vez que nós, os cuidadores, passamos a acreditar ser aqueles “comportamentos-problema” provenientes de uma causa interna - a suposta doença, e que nada podemos fazer para modificar a situação – a não ser dar a medicação.

Nesse sentido, o apoio psicológico pode nos auxiliar muito para que esses comportamentos, muitas vezes não adequados, mas que ainda não se configuram como uma doença,sejam trabalhados e se consiga uma solução, sem a necessidade imediata da medicação. Dessa forma, o cuidado, o carinho, a parcimônia e a atenção às crianças podem constituir a chave para o desenvolvimento de uma cultura de menos remédios e mais amor em que as crianças virão em primeiro lugar!

 
 
 
 
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