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Luto…. o dizer adeus

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Postado em 04/11/2010 às 18:44:36 por Inpa - Instituto de Psicologia Aplicada

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Uma das coisas mais difíceis de serem feitas é dizer adeus a alguém que amamos, seja pela morte ou fim de um relacionamento. A pessoa vai embora e ficam as lembranças e a saudade. A dor começa a fazer parte da nossa rotina e nos toma de uma forma tão forte que as simples atividades que realizávamos tornam-se difíceis e penosas.

Qualquer objeto, palavra ou música nos lembra a pessoa que se foi. E é nessas situações, que vem aquele nó na garganta e o choro, que por vezes, é inevitável. Em geral, nós não nos conformamos com a perda, pensar sobre a pessoa é constante e ficamos buscando explicações do porquê a perda aconteceu. A questão é que, por mais que esperemos que algo ruim possa acontecer, nós nunca estamos preparados para a perda, principalmente quando se trata de morte.

Para lidar com perdas de pessoas, o importante é não se deixar levar pelo sentimento, pela dor,e tentar continuar, pelo menos em parte, com a rotina. Talvez possamos sentir a necessidade de tirar alguns dias para descansar. Mas, tirar alguns dias para descanso não é a mesma coisa que passar esses dias sem sair da cama. Mesmo que pareça difícil realizar o trabalho, cumprir as obrigações e manter as atividades do dia-a-dia, esses nos ajudam a focar o pensamento em outras coisas que não estejam relacionadas a perda, a não viver o tempo todo na nossa introspecção.

Outra forma de lidar com as perdas de pessoas, é aceitar o apoio daqueles que estão próximos a nós. Quanto mais apoio tivermos após a perda, melhor. Apoio no sentido de ouvirmos ou recebermos ser aquilo que nos faz bem, nos faz sentir bem. Seja uma palavra amiga, seja um convite para ir a uma reunião na igreja, devemos aceitar esse apoio.

Outro ponto de reflexão é o de que, assim como uma mesa fica bamba e pode cair se tiver apenas um pé, sendo que, por outro lado, tem mais firmeza com quatro, devemos ter vários “pés” na vida, pois assim, conseguimos passar mais facilmente por momentos complicados. Por exemplo, se você vive só em função de alguém, não tendo amigos, não tendo convívio com a sua família, não conhecendo o que gosta de fazer para se divertir e, de repente, essa pessoa vai “embora”, você pode experimentar a dor de uma maneira bem diferente de quem pode contar com o apoio de vários amigos ou familiares e quem conhece que viajar ou praticar uma atividade física vai deixá-lo melhor.

Por fim, cabe dizer que o tempo de duração do processo do luto é diferente para cada pessoa. Com o passar do tempo, a dor vai amenizando. As recaídas acontecem, mas a tristeza não fica mais tão presente, a vida continua e há outras coisas com as quais possamos nos envolver, outras pessoas com as quais possamos nos relacionar, e outras alegrias no mundo. A felicidade não está em tentar evitar as dores, mas sim em conseguir conviver com elas. Não existe uma vida perfeita que seja feliz o tempo todo e não tenha nenhum tipo de sofrimento. A dor é inevitável, mas deixar que ela nos vença não é saudável.

 
 
 
 
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