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A importância de dormir bem

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Postado em 12/09/2014 às 16:29:38 por Luciana Pricoli Vilela

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Passamos boa parte da vida dormindo, cerca de um terço dela. Dormir bem é necessário para se ter uma boa qualidade de vida. Inúmeros estudos o comprovam.

O sono de qualidade está relacionado a problemas de memória, fadiga, dores, baixo rendimento no trabalho, maior risco de transtornos psiquiátricos como depressão e ansiedade ou de doenças como hipertensão arterial, diabetes, infarto, acidente vascular encefálico, maior risco de acidentes entre outros problemas.

O sono não é um “desligamento” do estado de vigília. É um estado de intensa atividade cerebral e de reparação dos nossos músculos, ossos, do sistema imune; consolidação da memória, liberação de hormônios e muitas outras funções essenciais para o organismo.

Estima-se que mais de 12% da população apresenta distúrbios do sono. Entre os idosos, cerca de 90% deles, quando diretamente questionados, apresentam alguma queixa ou insatisfação específica.

Com o envelhecimento, surgem algumas alterações no ciclo normal do sono: diminuição do tempo total de sono, demora para iniciá-lo, aumento das fases superficiais e conseqüente diminuição do sono profundo e mais reparador, aumento de despertares resultando em menor eficiência global.

Além das alterações próprias do envelhecimento, outros fatores podem afetar negativamente o sono dos idosos: dores, ambiente inadequado para o repouso, desconfortos emocionais, uso de múltiplos medicamentos, doenças como refluxo gastro-esofágico ou problemas respiratórios e cardíacos.

Os diagnósticos e tratamentos dos distúrbios do sono podem ser feitos por meio da história clínica e algumas vezes requerem exames gerais ou específicos, como o estudo de polissonografia, em que o paciente passa uma noite no laboratório para análise de cada componente do sono.

Dormir com qualidade é essencial para se ter uma boa saúde física e mental. É preciso conversar com o geriatra também sobre esse aspecto. Muitos desses distúrbios, quando bem controlados, trazem significativa melhora na qualidade de vida.

 

Autora: Dra. Luciana Pricoli Vilela é medica especializada em Clínica Geral e Geriatria pela Universidade de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

 
 
 
 
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