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Obesidade está crescendo no Brasil, revela IBGE

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Postado em 21/02/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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Obesidade está crescendo no Brasil, revela IBGE



Como conseqüência de novos e piores hábitos alimentares, os brasileiros engordaram ao longo das últimas três décadas, indicou a segunda parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2002-2003, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em conjunto com o Ministério da Saúde. Segundo o levantamento, o país tem cerca de 38,6 milhões de pessoas com peso acima do recomendado, o equivalente a 40,6% de sua população adulta. Deste total, 10,5 milhões são obesos.

Por outro lado, a exposição à desnutrição, pelo conceito da necessidade diária de ingestão de calorias, diminuiu. Em 1974-1975, o problema da falta de peso atingia 7,2% da população masculina e 10,2% da população feminina. Em 1989, as taxas recuaram para 3,8% e 5,8%, respectivamente. O último estudo, o índices caíram para 2,8% entre os homens e para 5,2% entre as mulheres, o que resultou em 3,8 milhões de adultos desnutridos.

Uma pesquisa realizada entre 1974 e 1975 revelara que o percentual de adultos acima do peso era menor - de 18,6% entre os homens e de 28,6% entre as mulheres. Vivendo num país mais urbanizado, o brasileiro trouxe para a mesa de casa mais itens industrializados e processados e ingeriu mais gorduras e um nível elevado de açúcar. Além disso, o consumo de frutas, legumes e hortaliças permaneceu muito baixo e inferior às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

- Nas famílias brasileiras de todas as classes e de todas as regiões persiste o alto consumo de açúcar, principalmente de refrigerantes, e o baixo consumo de frutas e hortaliças. E muita gordura – alertou a coordenadora de Índices de preços do IBGE, Márcia Quintslr.

O relatório apontou que o problema do excesso de peso não é mais exclusividade das pessoas com renda mais alta e que há mais gordos que magros na população de baixa renda. Entre os 20% mais pobres do país, 27% dos homens estão com peso acima do adequado e 9,5% com falta de peso. Já entre as mulheres de baixa renda, 38,2% estão com excesso de peso e 6,6% com peso inferior ao recomendado.

Outra constatação da pesquisa são as diferenças dos gastos com alimentação entre as pessoas de diferentes rendas. As famílias mais ricas (com renda mensal acima de R$ 4 mil) gastam R$ 662,72 – mais que o quádruplo do gasto das famílias mais pobres (com renda mensal de até R$ 400).

Em média, os gastos com alimentação consomem R$ 304,12 de cada família brasileira mensalmente.

O critério utilizado para definir o nível adequado de peso no estudo se baseou na relação entre peso e altura, traduzido pelo Índice de Massa Corpórea (IMC), seguindo as recomendações da OMS.

A POF 2002-2003 foi realizada entre julho de 2002 e junho de 2003 em 48.470 domicílios de áreas urbanas e rurais de todo o país



FONTE: Época Online

 
 
 
 
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