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Anticoncepcionais Orais-Fique por Dentro

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Postado em 10/01/2011 às 10:35:52 por Jose Oscar Alvarenga Macedo

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Anticoncepcionais Orais-Fique por Dentro!

 

A pílula é um método anticoncepcional muito discutido, porém seguro cientificamente falando, já que sua margem de segurança chega a 99%. As pílulas contêm dois hormônios normalmente - o estrógeno e a progesterona - que inibem o AMADURECIMENTO dos óvulos. Em resumo: sem óvulos não há ovulação, sem ovulação não há fecundação e sem fecundação, não há gravidez.

A Pílula - como são popularmente conhecidos os contraceptivos orais - possivelmente é o método de contracepção mais comum no mundo: calcula-se que nada menos que 90 milhões de mulheres no mundo todo ,em idade fértil entre 15 e 49 anos, façam uso da Pílula!

Temos quatro tipos de anticoncepcionais orais que são apresentados da seguinte forma:

  1. Método combinado
  2. Método sequencial
  3. Método polifásico
  4. Minipílula

No método combinado ou monofásico,utiliza-se uma associação em dose fixa de estrogénio e progestagénio. A tendência é de reduzir a dose de estrogénios até à dose mínima eficaz e com isso diminuir os efeitos secundários destes compostos.

Método sequencial é usado inicialmente um estrogénio durante 14 a 16 dias, seguindo-se uma combinação fixa de estrogénio e progestagénio na segunda fase do ciclo.

Método polifásico em que se utiliza associações de estrogénio e progestagénio que variam ao longo do ciclo em 2 ou 3 fases. As doses de hormonios são reduzidas para minorar os efeitos adversos

A minipilula é uma pílula composta apenas por progestagénio. Tem a vantagem de não ter os efeitos adversos dos estrogénios, mas pode originar ciclos irregulares. A eficácia é inferior aos outros métodos.

Em relação aos anticoncepcionais orais,além de propiciar uma contracepção efetiva, o seu uso é acompanhado por numerosos benefícios não contraceptivos à saúde como por exemplo:- redução da perda sanguínea, menos dismenorréia, menos acne/hirsutismo, menos cistos ovarianos,controle da endometriose, menos sintomas pré-menstruais e menos casos de câncer de ovário e endométrio.

Entretanto, as pílulas combinadas(=com estrogenios e progestágenos) também provocam efeitos adversos indesejáveis. Logo após a sua introdução, foi observado risco aumentado de eventos tromboembólicos e cardiovasculares (principalmente entre mulheres mais velhas que fumam),diminuição da libido ,aumento de microvarizes,entre outros. Na tentativa de reduzir o risco, foram introduzidas novas formulações com doses menores de estrogênio e novos componentes progestágenos.Existem anticoncepcionais que podem ser corretamente indicados em situações nas quais há excesso de oleosidade, acne na mulher adulta,excesso de fluxo menstrual, excesso de pêlos e queda de cabelo.

Os estrogênios usados nos anticoncepcionais orais são dois: etinilestradiol e mestranol. A preferência atual é para o etinilestradiol .

Os progestogênios usados nas pílulas são básicamente:

 

I)-os derivados do pregnano ou da 17alfa -hidroxiprogesterona ( acetato de ciproterona, acetato de medroxiprogesterona, megestrol, clormadinona e quingestanol).

 

II-os derivados da 19-nortestosterona que se subdividem em derivados :

 

a)-do estrano (norentindrona, acetato de norestisterona, diacetato de etinodiol, linestrenol, norgestrienona e norgesterona) e

 

b)-derivados do gonano (dnorgestrel, levonorgestrel, desogestrel, dienogest, norgestimate e gestodene.)

 

Verificando a composição de seu anticoncepcional , seguramente irá encontrar uma  combinação entre estes hormonios.O que varia são as suas dosagens , a forma como estão distribuidos (vide tipos de aanticoncepcionais) e, infelizmente os preços.

Para facilitar a compreensão do descrito acima ,cito por exemplo:

-a combinação entre etinilestradiol 35 mcg com ciproterona  2 mg,é uma pilula combinada que  apresenta pelo menos oito produtos com nomes comerciais e preços diferenciados.E por ai vão outras tantas  combinações com as mesmas dosagens e nomes comerciais diferentes.

Apesar das inúmeras opções contraceptivas existentes no mercado,os médicos e a indústria farmacêutica ainda esperam encontrar o anticoncepcional ideal, que seria aquele que aliaria eficácia, segurança e excelente tolerabilidade. Atingir o equilíbrio hormonal é trunfo de novos anticoncepcionais orais.

Será lançado ainda este ano no país um contraceptivo hormonal combinado oral que, ao contrário de todas pílulas existentes, contém na sua fórmula o valerato de estradiol e não o etinilestradiol. A diferença é que o etinilestradiol é um estrogênio sintético, mas o valerato de estradiol é metabolizado no fígado em estradiol, o mesmo hormônio produzido pela mulher. Esta pílula beneficia mulheres com grande fluxo menstrual ,tem menos efeitos colaterais e o risco de trombose também é menor.Falta ainda pesquisar se ela consegue reduzir os sinais da tensão pré-menstrual (TPM).A pílula está aprovada na Europa e, no Brasil, aguarda liberação da ANVISA.

            Há outros métodos contraceptivos em pesquisa pela farmacêutica. Também é estudada uma versão de anticoncepcional para ser usada debaixo da língua.

            “Como todo contraceptivo, o mesmo deve ser prescrito pelo médico após detalhada avaliação clínica, considerando-se o perfil de cada mulher.” 

 
 
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