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Incontinencia Urinaria

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Postado em 29/08/2011 às 19:42:15 por Mauro França Jr

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Incontinência urinária tem tratamento inovador PDF Imprimir E-mail
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Medicina & Saúde
Edição por Rosa Araújo
Ter, 23 de Novembro de 2010 00:11

 

Cerca de 6 milhões de pessoas em todo o Brasil sofrem de incontinência urinária, mal que atinge pelo menos um terço da população com mais de 60 anos. Em alguns casos, a perda involuntária de urina é tão grave e incômoda que os tratamentos clássicos, não resolvem mais o problema. Uma nova forma de tratamento está chegando ao mercado do Rio de Janeiro e está presente em outros Estados como São Paulo, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

 

Trata-se de um neuromodulador sacral, ou seja, um eletrodo implantado cirurgicamente, que permite ao paciente total controle de suas atividades a partir de um pequeno gerador de pulso implantado abaixo do tecido do músculo glúteo maior.

O dispositivo InterStim é considerada uma solução tecnológica nova no Brasil, indicada para casos de urge-incontinência refratária, que acontece quando o paciente perde urina involuntariamente; urge-frequência, caracterizada pela necessidade de se ir ao banheiro muitas vezes durante o dia ou à noite; e nos casos de retenção urinária de causa idiopática, ou seja, sem obstrução, sempre que a pessoa afetada tentou mas não respondeu bem aos tratamentos convencionais.

O médico urologista e especialista em distúrbios miccionais, Dr. Mauro França Júnior, do Centro de Cirurgia Reconstrutora Urológica, Pélvica e Genital do Rio, local onde o aparelho começa a ser aplicado neste mês, explica como funciona o procedimento:

Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, que o paciente é submetido apenas a uma sedação e anestesia local, visando a implantação de um eletrodo na raiz nervosa do sistema urinário através de punção. Assim, o aparelho é acoplado a um dispositivo de estimulação externo, com o qual o indivíduo passa por um período de sete a 14 dias de monitoramento –, explica o médico.

– Se a avaliação dessa fase for positiva, ou seja, se conseguir diminuir o número de micções diárias ou volume de urina perdida em mais de 50%, o paciente é submetido à segunda etapa do tratamento, em que um estimulador interno é implantado na parte posterior do quadril, no espaço subcutâneo. O objetivo é que ocorra uma modulação da resposta da musculatura da bexiga às contrações involuntárias, diminuindo a frequência e a incontinência urinária, além de uma melhora considerável nos padrões miccionais do indivíduo –, completa.

O paciente pode ter alta no mesmo dia do implante e, em caso de falha posterior, é totalmente reversível. Além disso, a resposta é imediata, com avaliação de sua eficácia em poucos dias, sendo possível ao especialista realizar milhares de combinações de estímulos elétricos diferentes, o que pode levar ao incremento de uma resposta individualizada para cada paciente.

Porém, é bom reforçar que o estimulador elétrico possui tempo de funcionamento de cinco a oito anos e que, após esse período, ele deve ser substituído, também com anestesia local, de acordo com avaliação da equipe profissional responsável por sua implementação. O processo ocorre de forma semelhante às pessoas que possuem marca-passo.

No mundo todo, foram aplicados mais de 75 mil dispositivos e a média de eficiência do processo chega as 73% dos casos. No Brasil, a nova técnica chegou a 12 pacientes de três estados, apresentando excelentes resultados, e começa a ser implementada no Rio de Janeiro.

– A neuromodulação sacral evoluiu muito nos últimos anos e temos motivos para acreditar que os pacientes que receberem esse implante, após o teste inicial, terão resultados extremamente satisfatórios e duradouros –, conclui o especialista.

 

 
 
 
 
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