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Dicas de Ergometria

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Postado em 15/04/2012 às 06:33:33 por Edmar Aquino Diniz

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Ergometria Dicas Dr Diniz

Numerologia na ergometria

Epidemiologia

Mulheres têm uma taxa de falso-positivos de até 38%

A incidência de taquicardia ou fibrilação ventricular durante o TE é de 1:5000 exames

Óbito e/ou IAM no TE ocorrem em 1:10000 exames

A sensibilidade para detecção de DAC é de 68 (+-16%), variando de 23 a 100%

A especificidade para diagnóstico de DAC é de 77 (+-17%) variando de 17 a 100%

A acurácia média é de 73% para diagnóstico de DAC

Metodologia

260 mmHg é o limite da PAS durante o exercício

Uma queda da PAS > 20 mmHg indica necessidade de interrupção do exercício

O valor de 120 mmHg de PAD em normotensos, é um critério de interrupção do exercício

O valor de 140 mmHg de PAD em hipertensos, é um critério de interrupção do exercício

Atingir 3mm de depressão de ST é um critério para término do exame

Critérios de positividade

1mm de depressão do ST, horizontal ou descendente, é o critério clássico de positividade

No caso de supra de ST, 1mm medico a 40ms do ponto J define teste positivo

Aspectos hemodinâmicos

o duplo produto (FCxPAS) é considerado normal quando superior a 30.000 mmHg.bpm no pico do exercício. Nos revascularizados, quando inferior a 25.000 indica pior progóstico

Resposta cronotrópica fisiológica é caracterizada quando a FC atingir pelo menos 2 desvios-padrão da FC máxima (1 desvio-padrão = 10 a 15 bpm)

A incapacidade de se elevar a FC acima do valor máximo previsto menos 2 desvios-padrão (30 bpm da FC máxiam prevista) define incompetência cronotrópica

Uma queda da FC inferior a 12 bpm no primeiro minuto da recuperação ou inferior a 42 bpm no segundo minuto da recuperação define recuperação lenta da FC

No BAVT congênito, considera-se uma resposta cronotrópica adequada quando incremento superior a 50% da FC basal ou quando a FC pico é > 100 bpm

Coronariopatas que atingem pelo menos 10 MET têm excelente prognóstico, independente dos achados da coronariopatia. Não necessidade de realização de cintilografia de perusão miocárdica

  • Valores acima de 220 mmHg da PAS e/ou elevação de 15 mmHg ou mais da PAD durante o esforço, partindo de valores normais em repouso, definem resposta hiperreativa
  • Quando a elevação da PAS for inferior a 30 bpm durante o esforço caracteriza-se um comportamento deprimido da PAS
  • A queda da PAS > 15 mmHg durante o exercício define hipotensão intra-esforço
  • A razão entre PAS do terceiro minuto da recuperação e a PAS do pico do exercício (R3/PA pico) > 0,95 é considerada recuperação lenta da PA. R3/R1 > 1 também define recuperação lenta da PA

Eletrocardiografia

  • A presença de 7 ou mais extra-sístoles ventriculares por minuto durante a recuperação é considerada frequente e é um preditor independente de mortalidade
  • De 15 ms indica alto risco de tquicardia ventricular isquemia-induzida
  • Histerese >= 375 indica isquemia miocárdica, independentemente da presença do desnivelamento do ST
  • Índice ST/R. É considerado anormal quando >= 1,6uV/bpm.

Critérios de isquemia

Critérios Eletrocardiográficos para Isquemia Miocárdica

Infra ST Descendente (no ponto J) = 1mm (H) - 1mm (M)

 Infra ST Horizontal ( no ponto Y) =    1mm (H) - 1,5mm (M)

Infra ST ascendente lento ( no ponto Y) = 2mm (H) - 2,5mm (M)

Supra de ST (no ponto J) = 1mm (H/M)

Escore de Duke

Escore de Duke = Tempo exercício - (5.desnível ST) - (4.Angina): PROGNÓSTICO

<= -11 (alto risco) > 3%  : cateterismo e iniciar medicação anti-hisquêmica

<= 5 e <-11 (risco intermediário) > 1 a 3% : exames de imagens não invasivos para complementar a investigação

>=5 (baixo risco) > <1%

 O ED é limitado em: assintomáticos, idosos, após RM cirúrgica e após IAM recente. Aplicar em sintomáticos de ambos os sexos, com idade entre 45 e 75 anos.

ESCORE DE RAXWAL

ESCORE DE RAXWAL(probabilidade de DAC- DIAGNÓSTICO): varia de 6 a 95 pontos = (6.FCmáx) + (5.ST +) + (4.idade) + Angina + Colesterol + DMÍndice de angina

  • < 40 (baixa)
  • entre 40 a 60 (intermediária)
  • >60 (elevada)

TABELA:

FCmáx.: < 100bpm = 30 pontos; 100 a 129bpm = 24 pontos; 130 a 159bpm = 18 pontos; 160 a 189 = 12; 190 a 220 = 06 pontos

Depressçao de ST: 1 a 2 mm = 15 pontos;  > 2mm = 25 pontos

Idade: > 55 anos = 20 pontos; 40 a 55 anos = 12 pontos

Dor torácica (história): Angina = 5; Atípica = 3; Não cardíaca = 1

Angina induzida: Sim = 3; Modo de interrupção = 5

Colesterol elevado: Sim = 5

DM: Sim = 5

Critérios de gravidade

Critérios de gravidade no TE (auto risco mortalidade anual >5%)

1.Incapacidade de completar o estágio 1 de Bruce ( menos de 5 MET), a menos que seja um idoso sedentário.

2.Déficit  inotrópico. Incapacidade de se atingir PAS>= 120mmHg

3.BAV II grau, BAVT ou BR completo

4.Infra de ST >=2mm, descendente, >= 5 min na recuperação, >= 5 derivações, em indivíduo com CF < 6 MET.

5.Queda da PD >= 10mmHg em relação aos níveis de repouso

6.Taquicardia ventricular sustentada ou sintomática

7. supra de ST, na ausência de IAM prévio com onda Q

8.Angina típica limitante

Estes paciente devem submeter-se a coronariografia

OBS; é considerado de bom prognóstico o paciente que completar o estágio 3 de Bruce (baixo risco - < 1% de mortalidade em 1 ano por DAC). Estes não necessitam de revascularização e nem coronariografia.

Posição dos eletrodos 3 derivações

MANÚBRIO = BD = VERMELHA

V5       = BE = AMARELA

PE       = PE = VERDE

PD       = PD = PRETA

V2       = V1 = (1)

Material de emergência

1. DESFIBRILADOR

2.CILINDRO DE OXIGÊNIO

3.MÁSCARA DE VENTURI

4.CÂNULA NASAL, MÁSCARA PARA NEBULIZAÇÃO

5.LARINGOSCÓPIO (CABO E PELO MENOS, 1 LÂMINA CURVA E UMA RETA)

6.MANDRIL

7.TUBOS PARA INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL

8.AMBU

9.ESCALPES, JELCOS, SERINGAS E AGULHAS)

10.ESPARADRAPO

11.ASPIRADOR (PORTÁTIL)

12.LUVAS

 

MEDICAÇÃO

1.CAPTOPRIL (COMPRIMIDOS)

2.ISORDIL (COMPRIMIDOS SUBLINGUAL)

3.ADENOSINA (INJETÁVEL)

4.AMIODARONA (INJETÁVEL)

5.ATROPINA (INJETÁVEL)

6.ADRENALINA (INJETÁVEL)

7.PROCAINAMIDA (INJETÁVEL)

8.VERAPAMIL (INJETÁVEL)

9.DOPAMINA (INJETÁVEL)

10.DOBUTAMINA (INJETÁVEL)

11.LIDOCAÍNA (INJETÁVEL)

12.NITROGLICERINA (SUBLINGUAL OU SPRAY)

13.AMINOFILIA (INJETÁVEL)

14.SORO FISIOLÓGICO 0,9%

15.GLICOSE 25 E 50%

Tabela Rampa

 

 Tabela com sugestões para o protocolo em rampa na esteira ergometria

 

Dr. Odwaldo Barbosa e Silva SEXO FEMININO

SEXO MASCULINO

Velocidade

Inclinação

Velocidade

Inclinação

crianças

inicio

10 min

inicio

10 min

inicio

10 min

inicio

10 min

 

04 - 07

3,0

6,5

4,0

14,0

3,5

7,5

5,0

15,0

 

08 - 11

3,5

7,0

5,0

15,0

4,0

8,0

5,0

15,0

 

12 - 14

4,0

8,0

5,0

15,0

4,0

8,5

6,0

16,0

 

15 - 19

4,0

8,0

5,0

15,0

4,5

9,0

6,0

16,0

 

adultos

inicio

10 min

inicio

10 min

inicio

10 min

inicio

10 min

 

20 - 29

3,5

7,5

5,0

15,0

4,5

9,0

6,0

16,0

 

30 - 39

3,5

7,0

5,0

15,0

4,0

8,5

6,0

16,0

 

40 - 49

3,0

6,5

5,0

15,0

4,0

8,0

5,0

15,0

 

50 - 59

3,0

6,0

4,0

14,0

3,5

7,0

5,0

15,0

 

idosos

inicio

10 min

inicio

10 min

inicio

10 min

inicio

10 min

 

60 - 64

2,5

5,5

3,0

13,0

3,0

6,0

5,0

15,0

 

65 - 69

 
 
 
 
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