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Atuação das Incretinas no Tratamento do Diabetes Tipo 2

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Postado em 12/03/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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Atuação das Incretinas no Tratamento do Diabetes Tipo 2



O tema foi apresentado pelo Dr. Marcos Tambascia, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, que iniciou sua palestra definindo as incretinas como hormônios produzidos pelo intestino, que aumentam o nível de glicose no sangue, sendo responsáveis pela nutrição do indivíduo. Efeito incretina é o nome que se dá pela diferença na produção de insulina estimulada pela glicose oral x glicose EV.

O GLP-1 é um destes hormônios. Ele aumenta à medida que a glicose é absorvida e diminui a produção de glucagon (se o efeito incretina é menor, há menos inibição da produção de glucagon). O GLP-1 promove estimulação da produção de insulina pela célula beta, glicose dependente; diminui a produção de glucagon pela célula alfa, diminuindo o trabalho da célula beta; diminui a produção hepática de glicose; e regula o esvaziamento gástrico, aumentando a saciedade. No entanto, ele é degradado rapidamente pela DPP-IV.
Assim, para aproveitar melhor a ação do GLP-1, cuja sobrevida é de 1 a 2 minutos, criaram-se algumas estratégias:

- análogos de GLP-1, que se ligam à albumina diminuindo sua degradação pela DPP-IV; drogas que mimetizam o GLP-1, como o exenatide;

- agentes que bloqueiam a ação da DPP-IV.

O exenatide tem ação sobre o receptor de GLP-1 de maneira igual mas, devido alteração de configuração molecular, não é degradado pela DPP-IV. Desta forma, aumenta a produção de insulina, com redução de glicemias de jejum e pós-prandial, promove a recuperação da 1ª fase de secreção de insulina e, em modelos animais, mostrou que aumenta a população de células beta (recuperação destas).

Em estudos multicêntricos, randomizados, o exenatide mostrou melhora do perfil glicêmico e da hemoglobina A1C naqueles pacientes que estavam em uso de sulfoniluréias (SFU), metformina (MET), e em associação de ambas as drogas, bem como a redução de peso. Em estudos comparativos com glargina x exenatide + SFU + MET, o controle glicêmico foi semelhante, no entanto nos pacientes com exenatide houve redução de peso.

Em relação aos efeitos adversos principais informou serem geralmente gastrintestinais (náuseas e vômitos), podendo, em alguns indivíduos, ocorrer produção de anticorpos, diminuindo seu efeito.

O especialista finalizou: "É uma droga bastante promissora no tratamento do diabetes, sendo viável nos pacientes que ainda tem células beta".

 

 
 
 
 
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