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PARALISIA DE BELL

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Postado em 25/08/2012 às 23:57:43 por Ferrucio Dall Aglio

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A paralisia de Bell é uma paralisia facial unilateral, parcial ou completa, súbita, idiopática. A incidência desta ocorrência é de 25 por 100.000
indivíduos da população em geral. A taxa é mais baixa nas crianças e após a oitava década de vida. As crianças tendem a recuperar bem. Os doentes com diabetes têm uma probabilidade mais de quatro vezes superior de desenvolver uma paralisia de Bell em comparação com a população em geral. O último trimestre de gravidez é considerado como um período em que existe um risco acrescido de paralisia de Bell. As situações que comprometem o sistema imunitário, tais como a infecção pelo VIH ou a sarcoidose, aumentam a probabilidade de ocorrência ou de recorrência da paralisia facial. As infecções víricas e bacterianas, assim como as doenças auto-imunes, parecem constituir etiologias emergentes da paralisia de Bell.

A maior parte dos doentes refere ter acordado de manhã com uma paralisia de Bell ou com sintomastais como um olho seco ou parestesias em volta dos lábiosque progridem para uma paralisia de Bell clássica durante esse mesmo dia. Ocasionalmente, pode demorar alguns dias antes dos sintomas poderem ser atribuídos a uma paralisia de Bell. O grau de paralisia deve atingir o pico dentro de alguns dias após o seu início, mas esse período nunca é superior a duas semanas. Antes do desenvolvimento da paralisia pode ocorrer um sinal de alerta, como uma dor ao nível do pescoço, no ouvido ou na região retro-auricular, mas esta queixa geralmente não é reconhecida como um indicador da paralisia de Bell nos casos em que esta situação está a surgir pela primeira vez.

Os doentes que são observados pelo médico devido a uma paralisia facial devem igualmente efectuar uma avaliação da acuidade auditiva e do envolvimento de quaisquer outros nervos cranianos. Nos doentes com uma paralisia de Bell, a paralisia está limitada aos músculos faciais, indicando uma alteração no VII nervo craniano. Os doentes podem queixar-se de alterações do paladar e de um aumento da sensibilidade a ruídos intensos (hiperacúsia) — ambos relacionados com funções do VII nervo craniano.3 Os outros nervos cranianos devem estar normais no exame neurológico.

A paralisia facial pode progredir durante 1 a 2 dias ou pode ser máxima logo no início. A paralisia é completa em até 70% dos doentes. Alguns doentes queixam-se de vertigens e de otalgia ou de dor ao nível da apófise mastoideia. A maior parte dos doentes não refere sintomas parestésicos, embora alguns doentes se queixem de uma sensação de “adormecimento”, que nem sempre é esclarecida através de testes. Mais tarde, alguns doentes referem um aumento do lacrimejo (lágrimas de crocodilo), enquanto que outros doentes podem ter uma diminuição do lacrimejo. As lágrimas de crocodilolacrimejo inapropriado habitualmente associado à ingestão de alimentostêm sido atribuídas a uma regeneração aberrante ou a uma regeneração inadequada, na qual as fibras nervosas destinadas às glândulas submaxilares e sublinguais foram redireccionadas para enervar a glândula lacrimal através do nervo grande petroso.

O tempo de recuperação da função é variável. Esta pode ocorrer ao longo de duas semanas ou pode demorar meses até a recuperação estabilizar. Mais de mtade dos doentes recupera completamente. Pode ocorrer uma regeneração aberrante com o desenvolvimento de sincinésia em até 50% dos casos. Nos doentes com sincinésia, as tentativas para movimentar uma parte da face conduzem a movimentos ao nível de outros músculos faciais. O prognóstico para uma recuperação completa parece estar associado à presença duma paralisia parcial e a uma idade inferior a 40 anos.

 
 
 
 
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