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Dieta Do Tipo Sanguíneo

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Postado em 23/03/2009 às 10:00:00 por Carlos de Carvalho

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Dieta do Tipo Sanguíneo



Breve Histórico

A "Dieta do Tipo Sanguíneo" iniciou com os estudos do médico Naturopata Dr. James D'Adamo que publicou seu primeiro livro em 1982. Esta dieta teve um grande impulso com a publicação, pelo seu filho, também médico Naturopata, Dr. Peter J. D'Adamo, em 1996 do livro "Eat Right For Your Type" onde o autor mostrou algumas correlações históricas, antropológicas e fisiológicas dos tipos de sangue A, B, AB e O com os alimentos, com a personalidade e com o estilo de vida. Posteriormente, novas descobertas levaram a um aperfeiçoamento maior das recomendações, levando em conta o fato do indivíduo secretar, ou não, os antígenos do seu tipo de sangue nas secreções do corpo (saliva, muco, secreções intestinais, urina, etc..). Diversos autores, principalmente no Japão e USA, tem escrito livros sobre a influência do tipo de sangue na personalidade.

Saúde é o resultado da inter-relação entre os fatores ambientais, alimentares, modo de vida, stress, atividades físicas, atividades de relaxamento, alimentação com a carga genética de cada indivíduo. Cada ser humano é único, tem um código genético próprio e diferente de todos os outros, por isso, não existe uma única dieta ou um estilo de vida que sirva a todos. As diretrizes que a dieta do tipo sanguíneo fornece levam em conta as características genéticas de cada um, auxiliando na compreensão tanto dos alimentos, quanto da forma de viver que propicia uma vida mais longa e saudável.

A chave para o entendimento das relações entre dieta e estilo de vida com o tipo de sangue se encontram na história da humanidade. O tipo O foi o tipo de sangue encontrado nos primeiros humanóides, os Neandertalenses, que parecem ter vivido há 130.000 anos atrás na África. É provável que ingerissem uma dieta crua a base de plantas silvestres, insetos e restos de animais mortos por seus predadores. Tinham uma atividade física e uma secreção ácida gástrica intensa, o que propiciava uma dieta rica em proteínas de origem animal. No período de 25.000 a.C. a 15.000 a.C. o homem passou de caçador coletor para um modo de vida mais agrário-domesticador, passando a ingerir grãos e a viver de forma mais estável em coletividades.

Neste período houve uma mutação genética para propiciar uma melhor adaptação do homem ao seu novo meio ambiente, com o aparecimento do sangue de tipo A, que veio associada a mudanças no metabolismo de diversos órgãos, na personalidade, no perfil de stress, na capacidade física, no sistema imunológico e nas enzimas digestivas com redução da acidez gástrica. Essas mudanças no sistema digestivo capacitaram o homem do tipo A a digerir melhor os grãos e outros alimentos consumidos na época. O homem de tipo A tem uma capacidade de defesa contra infecções maior que o tipo O propiciando uma maior chance de sobrevivência em agrupamentos densamente povoados. O tipo B surgiu após a fusão e migração das raças da África para a região do Himalaia, hoje Paquistão e Índia, provavelmente entre o ano 15.000 a.C e 10.000 a.C.

A mutação surgiu provavelmente para uma melhor adaptação ao clima e a volta de uma alimentação carnívora com a introdução na dieta do leite e seus derivados, própria dos Mongóis. A moderna miscigenação de grupos diferentes entre 500 a.C e 900 d.C deu origem ao tipo de sangue AB, que é o mais raro. Cada tipo sanguíneo constitui uma mensagem genética dos comportamentos e dietas de seus ancestrais, ou seja, o ser humano carrega no seu sangue uma parte da memória da história da humanidade.

O estudo do tipo de sangue nos ajuda a compreender qual a melhor forma de viver em harmonia com o nosso genoma, para desfrutarmos de mais saúde e longevidade.

Grupo Sanguíneos - ABO

O sistema ABO é composto de 4 tipos básicos de sangue: A, B, AB e o O. Cada tipo de sangue produz um antígeno que é a característica do sangue e um anti-corpo contra os outros tipos de sangue.

Sangue Antígeno Anticorpo
O H Anti A e Anti B
A A Anti B
B B Anti A
AB AB nenhum


ABO - Secretor ou Não Secretor

Embora todas as pessoas tenham o antígeno do sistema ABO no sangue, 80% das pessoas têm também este antígeno nas suas secreções (saliva, urina, espermatozóides e mucos) e são chamados de secretores em contrapartida com os não secretores que não apresentam o antígeno do sistema ABO nas secreções do corpo. Existem diferenças substanciais entre pessoas secretoras e não secretoras nos tipos de alimentos que podem ser consumidos e nas doenças mais freqüentemente associadas a cada tipo sanguíneo.

Os não secretores tem uma incidência maior de doenças cardiovasculares, diabetes, hipoglicemia, doenças infecciosas, cáries e doenças auto imunes. 80% dos casos de fibromialgia ocorrem em não secretores.
Para saber se uma pessoa é secretora ou não basta analisar a presença ou ausência do antígeno do sangue nas secreções. Este exame é normalmente realizado na saliva que é a secreção do corpo de mais fácil coleta.

Como o Tipo de Sangue Interfere com Características Diversas como: Alimentação, Atividade Física e Personalidade ?

A resposta a essa pergunta se encontra em diversos sistemas metabólicos que muitas vezes são ligados diretamente ao tipo de sangue e outras vezes sofrem a influencia do mesmo:

1. Gene linkage

2. Lectinas

3. Reação dos Alimentos com os Anticorpos do Sistema ABO

Gene Linkage

Foi descoberto que alguns genes que ficam no mesmo cromossomo que o do tipo de sangue vem mais freqüentemente associados a um determinado tipo de sangue. Além disso, o gene de cada tipo de sangue pode interferir com a maior ou menor expressão de um gene vizinho. Por exemplo, o gene do câncer de mama tem maior incidência e maior letalidade no grupo A. O gene da acidez estomacal interage com o gene da acidez estomacal promovendo um pH mais acido no grupo O, o que permite uma melhor digestão da carne e ao mesmo tempo uma maior freqüência de úlceras e gastrites neste grupo. Diversas enzimas que atuam no sistema neurológico, como por exemplo a dopamina B hidroxilase, que modula a síntese de noradrenalina está aumentada no grupo O, propiciando maior estresse adrenérgico.

Essa interferência entre o gene do tipo de sangue com os diversos genes do mesmo cromossomo influencia em características diversas do indivíduo como:

1. sistema digestivo,

2. personalidade,

3. atividades físicas e de relaxamento mais propícias,

4. doenças mais freqüentes.

Lectinas

As lectinas são proteínas presentes nos alimentos que reagem com os antígenos do sistema ABO causando aglutinação das células do sangue, ou seja, um alimento pode ser nocivo às células de um tipo de sangue e benéfico a outro. Em termos simples, quando você come um alimento que contém lectinas incompatíveis com o seu tipo sanguíneo, ocorre aglutinação do sangue com lesão do órgão onde a aglutinação ocorre: tireóide, rins, fígado, pâncreas, cérebro, etc.

As lectinas causam reações fortíssimas no sistema digestivo com inflamação da mucosa intestinal semelhante à encontrada nas alergias alimentares. Por exemplo, a farinha de trigo causa uma irritação importante na mucosa intestinal principalmente nas pessoas de tipo O.

O sistema nervoso é muito sensível aos efeitos da aglutinação do sangue causada pelas lectinas. Isto explica porque a alimentação sem os produtos nocivos pode auxiliar no tratamento de doenças do sistema nervoso como por exemplo: depressão, síndrome do pânico, distúrbio obsessivo compulsivo, doença bipolar e em particular da hiperatividade.

Reação dos Alimentos com os Anticorpos do Sistema ABO

O tipo de sangue ABO tem um papel importante no controle do sistema imune. Ele interfere na defesa do organismo contra vírus, bactérias, fungos, estresse, toxinas e ainda interfere no reconhecimento do organismo de quais substâncias pertencem a ele e devem ser protegidas e quais não fazem parte do corpo e devem ser combatidas. Os anticorpos "anti- outro tipo de sangue" ou seja "anti A e anti B" são os anti-corpos mais fortes do nosso organismo, e sua capacidade de aglutinar as células sanguíneas de um tipo de sangue incompatível é tão forte que uma transfusão de sangue incompatível causa a morte.

Quando um anticorpo encontra um antígeno de um micróbio intruso, ele compara esse micróbio com os antígenos do sangue, e após chegar a conclusão que o micróbio é diferente do antígeno do sangue, avisa o sistema imunológico que vai sintetizar anticorpos de combate, que vão aglutinar o micróbio em questão tornando mais fácil o processo de expulsão e morte do invasor. Entretanto, alguns micróbios tem características semelhantes a um dos tipos de sangue, tornando difícil o seu reconhecimento como inimigo pelo sistema imune. Isso explica porque alguns tipos de infecção são mais freqüentes em um determinado tipo de sangue, como por exemplo, as doenças associadas a vírus lentos, como Síndrome da Fadiga Crônica e Esclerose Múltipla são mais freqüentes no grupo B.

Alguns alimentos têm características semelhantes ao antígeno de um tipo de sangue e provocam uma reação de anticorpos causando uma aglutinação do alimento com o antígeno do sangue e lesão de diversos órgãos (processo semelhante ao que ocorre na rejeição deórgãos). Isso explica porque existem alimentos benéficos a um tipo de sangue e nocivo a outro tipo.

Esses mecanismos acima descritos explicam porque o sistema imunológico e digestivo dá preferência aos mesmos alimentos ingeridos pelos seus ancestrais de mesmo tipo sanguíneo.

Controle do Seguimento Correto da Dieta: Teste Indican

O teste Indican é um exame de urina que mede o grau de putrefação intestinal, ou seja, mede a quantidade de indóis produzidos nas fezes, que foram absorvidos e excretados na urina. Em uma dieta saudável, sem lectinas nocivas e com alimentos de fácil digestão, a putrefação intestinal é mínima e o teste Indican normal, já quando o intestino está sobrecarregado, com um aumento de putrefação, o teste se altera, evidenciando os erros alimentares.

Recomendações gerais

• Escolha sempre produtos orgânicos, carnes de animais livres de hormônios e criados soltos com alimentos naturais (caipiras). Não coma alimentos modificados geneticamente (como por exemplo, a soja transgênica), margarinas hidrogenadas, corantes, aditivos, aromas artificiais.

• Utilize sempre o sal marinho não refinado iodado. O sal grosso moído também pode ser utilizado.

• Alimentos defumados e fritos não são recomendados.

• Óleos e azeite devem ser guardados em embalagens protegidas da luz e de preferência refrigerados após abertos.

• Farinha branca e açúcar devem ser ingeridos raramente.

• Não utilize panelas de ferro ou de alumínio porque elas contaminam os alimentos com ferro e alumínio

• Não use forno de microondas porque eles alteram a estrutura dos alimentos com conseqüências ainda desconhecidas.



FONTE: Associação Brasileira de Medicina Complementar

 
 
 
 
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